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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Dia da Umbanda

Olá!
Há 105 anos, na cidade de Niterói-RJ, nascia no Brasil uma nova religião.
Anunciada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, através da mediunidade de Zélio F. de Moraes, a Umbanda nasceu com a promessa de ser a religião que manifestaria o espírito para a prática da caridade. Sem privilégios, atenderia a todos, de todas as raças, crenças, níveis sociais. Acolhia assim, em seu seio, encarnados e desencarnados de todas as religiões na face da Terra, abrindo espaço a todos que desejassem praticar o bem pelo bem, sem nada pedir em troca a não ser a fé no Evangelho de Jesus, no qual se apoia.
Falar sobre a Umbanda é simples e difícil, cada um a sente e entende à sua maneira, porém, o que posso fazer é falar, ainda que em poucas e limitadas palavras, sobre o meu sentimento particular e sobre o meu entendimento, mas, ainda assim, se tudo eu dissesse, começaria uma nova obra agora.

A Umbanda me embalou no berço, matou minha fome em seu seio, me amparou em meus primeiros passos.
Já mais um pouco crescida, a Umbanda me mostrou a Luz Divina de Mamãe Yemanjá numa noite de pura magia, na qual, muito menina, a vi ao meu lado a flutuar.
Chamei-a de Santa ignorando seu nome, depois descobri se tratar da Rainha do Mar. 
Tal foi meu encanto que a Ela dediquei grande parte de meus sonhos e de minha fé a despertar.
Numa noite de luar, passeando a beira mar, já adolescente, vi Mamãe no mar banhado de prata, vestida de branco a todos abençoando com sua Luz que se confundia com o brilho forte da lua.
Foi então que me disseram que as vezes a Rainha do Mar se chama Sant`Ana ou Nanã Buruquê, avó de todos nós.
Feliz agradeci a beleza que meus olhos registraram na retina imortal de minha memória, faz parte de minha história de amor com a Umbanda esse momento de rara beleza e grandeza.
Tempos depois, ainda muito jovem, a Umbanda mais uma vez veio me visitar para revelar meu batismo em Aruanda.
Foi Mãe Yemanjá e Pai Omulu que me receberam na pia batismal, coberta de búzios e conchas sai da grande pia e diante de um belo e iluminado congá, em frente ao mar, me deitei na areia, braços abertos, testa apoiada em alva toalha, filha amada de Umbanda em Aruanda assim fui batizada.
E depois vieram os pais velhos, os caboclos e as crianças, a magia cigana e a proteção do Mestre e Guardião, Sr.Tranca Ruas que jamais, em tempo algum, permitiu que eu andasse só.
São tantas histórias, tantas memórias, mas por ora é só!
Senhora da Luz Velada, minha Umbanda, Mãe Amada, hoje e sempre te saúdo com fé, esperança e amor!

Annapon 





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