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Despretensiosamente levando um pouco de espiritualidade ao mundo!

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Prova de fé - por Douglas O.Elias -


PROVA DA FÉ 
Vovô Florentino de Agodô por Douglas O Elias (http://douglas-elias.blogspot.com)
Ele firmou direito como bem sabia, afinal,médium dedicado na Gira, digno instrumento dos Seus Guias para a Luz de Olorum e dos Sagrados Orixás brilhar na vida das pessoas. 
E naquela semana, na manhã que se ensolarava, orava na gratidão da vida, pedindo proteção para cada Orixá entre outras que necessitava.
Orou assim :
“... Que meu pai Oxalá me enalteça na Fé.Ogun, me proteja na Lei. Xango que me dê equilíbrio na Justiça Divina. Oxosse, na saúde e na fartura me permita a tê-las. Oxun, que me dê amor. Obaluaiê, transforme em paz o que for ruim e Yemanjá me faça criativo e me gerem prosperidades.Exu, Pombagira e Exu-Mirim, pelo meus Guardiões, tome conta de mim,me livrando das maldades... Saravá!”
E dirigiu-se para seu trabalho profissional.
Porém, logo na saída de sua residência, se destemperou com sua esposa que lhe reclamava algo necessário para sua família. E a esculachou ralhando ingratidões se dizendo  ele o chefe da família, deixando-a chorosa e preocupada.
Aguardando a condução, não entendeu vendo o vizinho dirigir seu automóvel que não o percebeu,concluindo que este fingia para não lhe dar carona e num palavrão silencioso,o ofendeu, irradiando energias trevosas.
Logo chega o ônibus daquela povoada cidade que lotado no horário que todos tinham compromisso, e conseguindo nele entrar, sentiu no apertamento um empurrão e o piso no seu calo de estimação. Não ouviu o pedido de perdão de um senhor e disfarçando, devolveu-lhe forte cotovelada e outros dois empurrões, ficando a olhar com jeito de deboxe o idoso que quase sem poder respirar, se esquivava com medo de outras violências.
Um tanto nervoso, chega atrasado ao seu  posto no local de trabalho e o vê ocupado por um subordinado que lhe cumprimentava mas este, deduzindo erroneamente ter sido despedido, ralha insinuações e sem tempo de resposta, ao auxiliar promovido desfere-lhe um tapa,além do rancor e sentenças de má sorte. Procura o chefe mas este não está.Encaminha-se ao dpto. Do pessoal e lá é esclarecido que fora transferido para melhor função, mas não se encantou com a promoção, praguejando a gentil senhora que lhe dava a papelada par a aceite, o que não concordou, ofendendo-a e pedindo a demissão.
Resolveu fora da empresa, aguardar seu superior tentando relaxar no bar da moda da esquina mas foi logo ser servido o café pedido e vem uma senhora implorando um valor qualquer se dizendo desempregada e com necessidades de alimentação, ganhando dele ofensas várias e atirando-lhe a bebida quente, lhe feriu e queimou, satirizando em meio a todos que via perplexa, a pobre se retirar chorosa e sem compreensão.
Recebeu outro café.Tomou-o e no passeio, acendeu um cigarro, encontrando o mesmo amigo da pretendida carona a saudá-lo, fraternal, recusando o cumprimento, cobrando dele a falsa ingratidão, lhe deixando nervoso pois questionava a ajuda que antes fizera conseguindo emprego para o amigo. Na insistência deste querendo explicar que não havia lhe visto, se destemperou e saiu acelerado, preferindo aguardar num banco de uma praça.
Achou que talvez ali teria encontrado alguma tranquilidade e, vez por outra, retornava a empresa requisitando seu chefe que passadas as horas, ainda não havia retornado. Teimoso, ficou naquele banco de praça, até o final do dia, intervalando cigarros com balas e outros petiscos e café comprados no mesmo bar.
Já cansado, não conseguindo refletir corretamente, ativou-se na sua libido ao ver linda mulher se aproximar e na licença, sentar-se ao seu lado. Iniciou a conversar com a donzela, dedicando afetos e elogios, comparando-as com sua dedicada esposa nos seus talentos sensuais e convencendo-a, permitindo beijos e afagos, recolheram-se discretamente num charmoso hotel.
Passadas algumas horas do seu deleite infiel, acordou só e no embaraço de se ver otário já que ela lhe havia furtado os valores, documentos e os pertences. Só com a roupa do corpo, conseguiu explicar para o gerente do lugar e pensou se socorrer na empresa, porém, iniciada a noite, o expediente havia encerrado. Não havia ninguém.
Resolveu retornar à sua residência mesmo a pé pois julgava não precisar de ninguém e afinal, não muito longe e assim prosseguiu, porém, ao caminhar pensando em cortar caminho por uma viela próxima a um Campo Santo, foi interrompido por um grupo de assaltantes que o interceptaram e vendo que nada de valor possuía, lhe bateram odiosos, se salvaguardando pelos gritos de um mendigo que ali era vizinho.
Este o ajudou e colocando-o sentado num colchão abandonado, deu-lhe água e verificou apesar do sangue e luxações, estar bem.
Choroso e com dores, desabafou para o homem simples :
-Eu lhe agradeço pela tentativa de ajuda mas deixe-me agora pois você é um mendigo.Sinto náuseas só de olhar para você.
Ouviu :
-Confunde-se meu senhor pois não sou mendigo neste sentido. Sou Morador da Rua.Tenho um trabalho honesto e moro neste quarto que me permite meus ganhos a morar com dignidade. Não queira me julgar pois só eu sei das razões que me colocaram nesta situação e sou grato a Deus por tudo!
-Você vem me falar de Deus? Fique sabendo que sou UMBANDISTA, sou Médium e tenho a proteção dos Meus Orixás!
-Pois, como disse,eu também as tenho, mas se esta nesta situação, cadê a sua proteção?
-Isto que houve comigo,deve ser magia negra dos meus inimigos. Este dia deu tudo muito errado. Vou devolver e meus Guias farão de tudo para acabar com meus inimigos. 
-O Senhor tem certeza do que fala? Será que realmente entende o auxílio pedido a seus Guias? 
-Sim.Eu faço minhas orações com devoção e muito respeito. Conheço Tudo da Umbanda e ajudo muita gente nas Giras de Atendimento para que não tenham um final como o seu, mendigo arrogante!
-Pois é bom que reconheça mesmo assim, ter recebido as Proteções pedidas, apesar da sua teimosia em contrariar na pratica da sua vida, Os Senhores Sagrados Orixás da Fé.
-Como? O que disse?Conhece algo da Umbanda Sagrada?
-Sim,como disse, Deus é Divino. Os Orixás também!
-Já que esta afirmando que contrariei meus Guias dos Orixás, diga-me então, como eu fiz isso, se eu sou um dedicado médium na Caridade de atendimento na Umbanda e assim faço minha parte?
-Acredita mesmo que faz sua parte?Saiba que não faz nem uma fração dela!E o que pensa que dedica na Gira Sagrada, recebe muito mais os benefícios do que os dá.Entenda uma coisa: O Senhor pediu a Fé, a Lei, a Justiça, O saber, a Criatividade, o Amor, a proteção das Forças dos sentidos e das realizações, na Força dos Sagrados Orixás,não foi?
-Sim?
-Mas não as praticou pois deveria ter confiado nas pessoas, tendo bom caráter. Desequilibrou relações de amizades, de família e profissionais.Nem se lembrou da pratica do saber da caridade, da paz e do amor. Evitou todas as intuições boas que poderiam lhe livrar criando alternativas para não realizar ações ruins.Você fez da força Divina, um inferno na vida de muitas pessoas, conquistando este inferno em sua vida.
-Mas, eu não tive culpa. Isto são as Sombras que sempre me perseguem pois sou medianeiro da Luz da Umbanda.
-As sombras sempre perseguirão, mas não se aproximarão quando o médium que diz que é,se esforça para praticar na sua vida, os caracteres que aprende de Cada Orixá que louva. E se tem fé Neles, sabe que nada de mal irá para si sobrar.
-Então? Mas?  Senhor?
-Já deveria saber que todas as pessoas que tem fé, devem pratica-las na vida, ajustando nos bons comportamentos. 
Mas um UMBANDA!Este não pode mais errar neste sentido pois traz Todo o Poder em Si de Todos os Orixás, razão de ser que o distingue das outras por ser uma religião de PRATICA, Divina,Infinita de diretrizes corretas onde um UMBANDA pode ativar Todo o Poder do Mistério Orixá para beneficiar a vida das pessoas. 
 Não é só na Gira que comunga que os Orixás vêm em Terra através dos Seus Guias . Lá, o alcance é ainda maior, porém, como no Sagrado Cântico “Levar ao mundo Inteiro a Bandeira de Oxalá”, significa a credencial que o faz um UMBANDA onde Nosso Pai Olorum e Nossos Pais e Mães Orixás, confiam as Chaves das Forças Divinas que devem auxiliar muitas pessoas,além de si.
-Puxa!E eu não o fiz!
-Sim, você não o fez, ma poderá se redimir pois têm proteção, porém, não deve mais bobear.
 O UMBANDA não é instrumento das sombras e sim, da LUZ. 
A Prova da Sua Fé é sua VIVENCIA, seu dia a dia, onde alguns erros são permitidos e até corrigidos sem necessidade de ocorrências pesadas, porém acreditar que se é da UMBANDA, não o faz um “UMBANDA”, mas a Sagrada UMBANDA necessita de médiuns compromissados na dedicação do que pregam, praticando em sua vida, sendo bons exemplos para todos. Não é só na Gira.
-Eu lamento, senhor, mas me diga! Sei que não é um mendigo. Quem o senhor é?
-Sou seu Guardião da Esquerda, na Firmeza de Todos os Orixás e me dedico às Almas que ainda têm salvação, como a tua, filho do Senhor Exu Tranca Ruas das Almas...vá agora e conserte o que fez de errado e tenha os caracteres dos Orixás que conhece muito bem, como objetivos que têm que praticar na sua vida. Senão não haverá como através de si, a Luz Ligar e nas trevas, se imantará.
O Homem saiu mancando e dolorido, mas jubiloso na alma pois tinha ali conquistado a duras penas, um grande ensinamento para sua vida.
Reconsiderou o que tinha feito errado e hoje, vemos o feliz UMBANDA e UMBANDISTA compreensivo, educado, bom ouvidor, sem melindres, humilde e é exemplo para muitos que o copiam e o respeitam pois consegue fazer milagres como instrumento dos Orixás Divinos.  
Laroyê Exu. Saravá ao Senhor Tranca Ruas das Almas !

Vovô Florentino de Agodô por Douglas O Elias (http://douglas-elias.blogspot.com



PROVA DE FÉ
Vovô Florentino de Agodô por Douglas O Elias (http://douglas-elias.blogspot.com/)

Ele firmou direito como bem sabia, afinal,médium dedicado na Gira, digno instrumento dos Seus Guias para a Luz de Olorum e dos Sagrados Orixás brilhar na vida das pessoas.
E naquela semana, na manhã que se ensolarava, orava na gratidão da vida, pedindo proteção para cada Orixá entre outras que necessitava.
Orou assim :
“... Que meu pai Oxalá me enalteça na Fé.Ogun, me proteja na Lei. Xango que me dê equilíbrio na Justiça Divina. Oxosse, na saúde e na fartura me permita a tê-las. Oxun, que me dê amor. Obaluaiê, transforme em paz o que for ruim e Yemanjá me faça criativo e me gerem prosperidades.Exu, Pombagira e Exu-Mirim, pelo meus Guardiões, tome conta de mim,me livrando das maldades... Saravá!”
E dirigiu-se para seu trabalho profissional.
Porém, logo na saída de sua residência, se destemperou com sua esposa que lhe reclamava algo necessário para sua família. E a esculachou ralhando ingratidões se dizendo ele o chefe da família, deixando-a chorosa e preocupada.
Aguardando a condução, não entendeu vendo o vizinho dirigir seu automóvel que não o percebeu,concluindo que este fingia para não lhe dar carona e num palavrão silencioso,o ofendeu, irradiando energias trevosas.
Logo chega o ônibus daquela povoada cidade que lotado no horário que todos tinham compromisso, e conseguindo nele entrar, sentiu no apertamento um empurrão e o piso no seu calo de estimação. Não ouviu o pedido de perdão de um senhor e disfarçando, devolveu-lhe forte cotovelada e outros dois empurrões, ficando a olhar com jeito de deboxe o idoso que quase sem poder respirar, se esquivava com medo de outras violências.
Um tanto nervoso, chega atrasado ao seu posto no local de trabalho e o vê ocupado por um subordinado que lhe cumprimentava mas este, deduzindo erroneamente ter sido despedido, ralha insinuações e sem tempo de resposta, ao auxiliar promovido desfere-lhe um tapa,além do rancor e sentenças de má sorte. Procura o chefe mas este não está.Encaminha-se ao dpto. Do pessoal e lá é esclarecido que fora transferido para melhor função, mas não se encantou com a promoção, praguejando a gentil senhora que lhe dava a papelada par a aceite, o que não concordou, ofendendo-a e pedindo a demissão.
Resolveu fora da empresa, aguardar seu superior tentando relaxar no bar da moda da esquina mas foi logo ser servido o café pedido e vem uma senhora implorando um valor qualquer se dizendo desempregada e com necessidades de alimentação, ganhando dele ofensas várias e atirando-lhe a bebida quente, lhe feriu e queimou, satirizando em meio a todos que via perplexa, a pobre se retirar chorosa e sem compreensão.
Recebeu outro café.Tomou-o e no passeio, acendeu um cigarro, encontrando o mesmo amigo da pretendida carona a saudá-lo, fraternal, recusando o cumprimento, cobrando dele a falsa ingratidão, lhe deixando nervoso pois questionava a ajuda que antes fizera conseguindo emprego para o amigo. Na insistência deste querendo explicar que não havia lhe visto, se destemperou e saiu acelerado, preferindo aguardar num banco de uma praça.
Achou que talvez ali teria encontrado alguma tranquilidade e, vez por outra, retornava a empresa requisitando seu chefe que passadas as horas, ainda não havia retornado. Teimoso, ficou naquele banco de praça, até o final do dia, intervalando cigarros com balas e outros petiscos e café comprados no mesmo bar.
Já cansado, não conseguindo refletir corretamente, ativou-se na sua libido ao ver linda mulher se aproximar e na licença, sentar-se ao seu lado. Iniciou a conversar com a donzela, dedicando afetos e elogios, comparando-as com sua dedicada esposa nos seus talentos sensuais e convencendo-a, permitindo beijos e afagos, recolheram-se discretamente num charmoso hotel.
Passadas algumas horas do seu deleite infiel, acordou só e no embaraço de se ver otário já que ela lhe havia furtado os valores, documentos e os pertences. Só com a roupa do corpo, conseguiu explicar para o gerente do lugar e pensou se socorrer na empresa, porém, iniciada a noite, o expediente havia encerrado. Não havia ninguém.
Resolveu retornar à sua residência mesmo a pé pois julgava não precisar de ninguém e afinal, não muito longe e assim prosseguiu, porém, ao caminhar pensando em cortar caminho por uma viela próxima a um Campo Santo, foi interrompido por um grupo de assaltantes que o interceptaram e vendo que nada de valor possuía, lhe bateram odiosos, se salvaguardando pelos gritos de um mendigo que ali era vizinho.
Este o ajudou e colocando-o sentado num colchão abandonado, deu-lhe água e verificou apesar do sangue e luxações, estar bem.
Choroso e com dores, desabafou para o homem simples :
-Eu lhe agradeço pela tentativa de ajuda mas deixe-me agora pois você é um mendigo.Sinto náuseas só de olhar para você.
Ouviu :
-Confunde-se meu senhor pois não sou mendigo neste sentido. Sou Morador da Rua.Tenho um trabalho honesto e moro neste quarto que me permite meus ganhos a morar com dignidade. Não queira me julgar pois só eu sei das razões que me colocaram nesta situação e sou grato a Deus por tudo!
-Você vem me falar de Deus? Fique sabendo que sou UMBANDISTA, sou Médium e tenho a proteção dos Meus Orixás!
-Pois, como disse,eu também as tenho, mas se esta nesta situação, cadê a sua proteção?
-Isto que houve comigo,deve ser magia negra dos meus inimigos. Este dia deu tudo muito errado. Vou devolver e meus Guias farão de tudo para acabar com meus inimigos.
-O Senhor tem certeza do que fala? Será que realmente entende o auxílio pedido a seus Guias?
-Sim.Eu faço minhas orações com devoção e muito respeito. Conheço Tudo da Umbanda e ajudo muita gente nas Giras de Atendimento para que não tenham um final como o seu, mendigo arrogante!
-Pois é bom que reconheça mesmo assim, ter recebido as Proteções pedidas, apesar da sua teimosia em contrariar na pratica da sua vida, Os Senhores Sagrados Orixás da Fé.
-Como? O que disse?Conhece algo da Umbanda Sagrada?
-Sim,como disse, Deus é Divino. Os Orixás também!
-Já que esta afirmando que contrariei meus Guias dos Orixás, diga-me então, como eu fiz isso, se eu sou um dedicado médium na Caridade de atendimento na Umbanda e assim faço minha parte?
-Acredita mesmo que faz sua parte?Saiba que não faz nem uma fração dela!E o que pensa que dedica na Gira Sagrada, recebe muito mais os benefícios do que os dá.Entenda uma coisa: O Senhor pediu a Fé, a Lei, a Justiça, O saber, a Criatividade, o Amor, a proteção das Forças dos sentidos e das realizações, na Força dos Sagrados Orixás,não foi?
-Sim?
-Mas não as praticou pois deveria ter confiado nas pessoas, tendo bom caráter. Desequilibrou relações de amizades, de família e profissionais.Nem se lembrou da pratica do saber da caridade, da paz e do amor. Evitou todas as intuições boas que poderiam lhe livrar criando alternativas para não realizar ações ruins.Você fez da força Divina, um inferno na vida de muitas pessoas, conquistando este inferno em sua vida.
-Mas, eu não tive culpa. Isto são as Sombras que sempre me perseguem pois sou medianeiro da Luz da Umbanda.
-As sombras sempre perseguirão, mas não se aproximarão quando o médium que diz que é,se esforça para praticar na sua vida, os caracteres que aprende de Cada Orixá que louva. E se tem fé Neles, sabe que nada de mal irá para si sobrar.
-Então? Mas? Senhor?
-Já deveria saber que todas as pessoas que tem fé, devem pratica-las na vida, ajustando nos bons comportamentos.
Mas um UMBANDA!Este não pode mais errar neste sentido pois traz Todo o Poder em Si de Todos os Orixás, razão de ser que o distingue das outras por ser uma religião de PRATICA, Divina,Infinita de diretrizes corretas onde um UMBANDA pode ativar Todo o Poder do Mistério Orixá para beneficiar a vida das pessoas.
Não é só na Gira que comunga que os Orixás vêm em Terra através dos Seus Guias . Lá, o alcance é ainda maior, porém, como no Sagrado Cântico “Levar ao mundo Inteiro a Bandeira de Oxalá”, significa a credencial que o faz um UMBANDA onde Nosso Pai Olorum e Nossos Pais e Mães Orixás, confiam as Chaves das Forças Divinas que devem auxiliar muitas pessoas,além de si.
-Puxa!E eu não o fiz!
-Sim, você não o fez, ma poderá se redimir pois têm proteção, porém, não deve mais bobear.
O UMBANDA não é instrumento das sombras e sim, da LUZ.
A Prova da Sua Fé é sua VIVENCIA, seu dia a dia, onde alguns erros são permitidos e até corrigidos sem necessidade de ocorrências pesadas, porém acreditar que se é da UMBANDA, não o faz um “UMBANDA”, mas a Sagrada UMBANDA necessita de médiuns compromissados na dedicação do que pregam, praticando em sua vida, sendo bons exemplos para todos. Não é só na Gira.
-Eu lamento, senhor, mas me diga! Sei que não é um mendigo. Quem o senhor é?
-Sou seu Guardião da Esquerda, na Firmeza de Todos os Orixás e me dedico às Almas que ainda têm salvação, como a tua, filho do Senhor Exu Tranca Ruas das Almas...vá agora e conserte o que fez de errado e tenha os caracteres dos Orixás que conhece muito bem, como objetivos que têm que praticar na sua vida. Senão não haverá como através de si, a Luz Ligar e nas trevas, se imantará.
O Homem saiu mancando e dolorido, mas jubiloso na alma pois tinha ali conquistado a duras penas, um grande ensinamento para sua vida.
Reconsiderou o que tinha feito errado e hoje, vemos o feliz UMBANDA e UMBANDISTA compreensivo, educado, bom ouvidor, sem melindres, humilde e é exemplo para muitos que o copiam e o respeitam pois consegue fazer milagres como instrumento dos Orixás Divinos.
Laroyê Exu. Saravá ao Senhor Tranca Ruas das Almas !

Vovô Florentino de Agodô por Douglas O Elias (http://douglas-elias.blogspot.com/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Pomba Gira






Olá!!!

Quando o assunto é o coração, a primeira indicação dentro de um terreiro de Umbanda é consultar Pomba Gira ou Cigana. 
Tal indicação se deve ao fato de que essas entidades espirituais são especialistas nessas questões, uma vez que lidam com a psique humana e os assuntos terrenos práticos como "amor", emprego, mudanças, etc.
As aspas no amor, logo acima, é algo simples, teoricamente, de ser explicado, uma vez que nomeiam, as pessoas em geral, de amor, a posse, obsessão, paixão e o amor nada tem a ver com sentimentos como esses. A confusão começa nesse ponto e segue até levar a pessoa confusa ao ponto de querer, por força, amarrar outra a ela para sempre.
Ainda bem que as entidades espirituais sérias e comprometidas com a verdade e justiça, não realizam tais pedidos afoitos, antes sim mostram outros caminhos e possibilidades às pessoas despertando-as desse transe maléfico que muitas vezes termina em tragédia.
No texto abaixo podemos encontrar brevemente descrita, a verdadeira missão das Pombas Giras e seu campo de atuação na vida dos seres que as buscam. O texto é bastante resumido mas deixa uma boa ideia do que seja o trabalho dessas entidades iluminadas pela alegria e pela magia que ensina o que venha a ser realmente amar.
Elas nos inspiram força, coragem, dignidade e segurança para que possamos viver, da melhor maneira possível, o tempo que nos cabe nessa Terra, além de nos transmitirem seu vigor e alegria, sempre com muita energia e altas vibrações!
Penso que com o tempo serão compreendidas e muito mais, a partir dai, se beneficiará o encarnado de sua ajuda, de seu sempre firme e iluminado Axé!
Compreende-las não é difícil  nem tampouco impossível  é uma questão de vontade, estudo e mente aberta à compreensão mais dilatada do Universo que nos rege!
Annapon


Bom dia moça... que o amor esteja sempre a abrir os teus caminhos.

Hoje tenho um motivo especial para estar aqui. Quero que você escreva um pouco sobre nós, as Pomba Giras... tão mal interpretadas e sempre tão requisitadas em trabalhos relacionados ao amor...Ou falsos "amores".
Diariamente tentamos ajudar humanos que se dizem sem forças porque foram traídos, abandonados e esgotados, que perderam seu amor, perderam seu rumo e estímulo e se perdem em abismos por viverem em função de sentimentos egoístas e vaidosos, quando o difícil é fazê-los perceber que este falso amor nunca lhes pertenceu, e sim o amor próprio que mora em cada um de nós, esse sim soma com outros amores, o que nos dá a sensação de termos encontrado um grande e único amor, o que realmente são, tão individuais como cada ser e sua natureza.
Nós, Pomba Giras, somos o verdadeiro e puro estímulo, onde atuamos na capacidade da mulher se auto sustentar, se auto afirmar em suas forças e belezas, estimulamos todos os sentidos obscuros que existe dentro de uma mulher e de um homem para que eles possam seguir suas caminhadas em busca de sonhos e ideais, ou pensas que só vocês mulheres precisam de estímulos?
Estimulamos todos os sentidos que façam com que humanos enxerguem e coloquem em práticas todas as virtudes existentes em sua natureza.
Por muito tempo fomos comparadas com mulheres de vida fácil, liberais, quando o incômodo está em nosso magnetismo de encantar, de conquistar e estimular todos os sentidos da vida, com uma gargalhada, com uma dança, com uma lição de amor... Mas não se encantes com tantos encantos. Sabemos e somos donas do sentido estimulador e podemos paralizá-lo quando assim for necessário e de belas e encantadoras mulheres, passamos a valentes guerreiras e guardiãs de nossos protegidos, ou quem possa vir a nos evocar na Lei Divina da Luz.
Se quiserem nos humanizar, tenham nós como as guerreiras, como as mulheres de frente que sempre se destacaram e lutaram por seus ideais, tenham a certeza de que estivemos a ampará-las, apenas para ativar seus sentidos e protegê-las para que pudessem realizar suas missões, única e exclusiva de desabrochar e chamar atenção de mulheres que já haviam se esquecido do que existe dentro de cada uma, seus sonhos e ideais, já as mulheres de vida fácil como dizem parecermos, essas sim são carentes de amor próprio, movidas por falsas ilusões e falsos amores, esse motivo maior de sermos procuradas e tão mais perto da realidade presente hoje entre vocês humanos.
Porque citar essas duas classes de mulheres que por tempo viraram uma e que são de um magnetismo contrário?
Porque são guerreira em descobrir sua própria natureza e não de querer descobrir a do próximo, são felizes com o que tem e o que são e isso se chama amor próprio.
Quando citamos as que vocês classificam de mulheres da vida fácil, é porque buscam incansavelmente por um amor fora de si. E o que buscamos, é fazer com que vocês possam enxergar que o amor não se busca em outros corpos, não se busca em grandes empregos ou em grandes amizades, tudo se soma para fazer do amor próprio ainda mais belo e fortificado, mas não traz e nem cria ele, nunca poderão ter um grande amor, enquanto não aprenderem a se amar, não serão bem sucedidos em grandes ou pequenos empregos enquanto não amarem o que fazem, vivam a amar o que fazem, o que buscam e o que são, vivam intensamente e atrairão o próprio magnetismo puro do amor até vocês e entenderão ou começarão a entender as mensagens que nós Pomba Giras buscamos passar...
Para nos evocar basta perceber e buscar o amor que mora dentro de si e para perceber o que sou e onde estou, basta olhar para as estrelas, verá sua luz e beleza, todo seu encanto e delicadeza, mas perceberá que ao seu lado mora um grande escuro imponente, basta observar uma rosa, seu cheiro, textura e encanto, mas não se esqueça, que se muito dela querer, desta linda flor se machucará com seu próprio espinho...

Salve tu moça!
Salve o Amor e a Lei!
Salve a Magia!


Por Thais Martins

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Exus e Pombagiras






Vamos conhecer um pouco mais sobre nossos aguerridos Exus e Pombagiras?
Abaixo segue um texto, claro e objetivo sobre seu comportamento ESPECULAR ao manifestar-se nos terreiros umbandistas.

"Muitas vezes, ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium. Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro. Apesar de Exu ter opinião própria a manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais.

Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu. É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa. Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.

Este mesmo médium que está iniciando na Umbanda encontra todo um universo novo aos seus olhos e Exu costuma ser algo intrigante e fascinante ao mesmo tempo; quando não uma entidade, força, que assusta um pouco os que não o conhecem.
A questão é: Enquanto o médium estiver preocupado com a doutrina de “seu” Exu, estará também doutrinando-se, subconscientemente!

Devemos, sim, estar atentos quando nos deparamos com entidades de esquerda sem doutrina, muitas vezes estão chamando nossa atenção a seu médium para que tomemos uma atitude doutrinária em relação a ambos.

Tudo isso é bem diferente de um obsessor ou quiumba, trazido por transporte, que normalmente tem comportamento rude e agressivo. Falamos aqui do Exu de lei que acompanha o médium como entidade de trabalho na esquerda.

Não devemos subestimar Exu, achando que é entidade sem luz desprovida de evolução, observando apenas um aspecto externo e superficial, pois quando vamos com a farinha ele já voltou com a farofa, devemos sim ficar atentos com o que nos dizem nas entrelinhas ou o que querem nos passar, quando não podem ou não se sentem a vontade para revelar.

Quanto ao que pode revelar, pergunte a ele sobre seu médium e o comportamento do mesmo, e verá que Exu é o primeiro a apontar os defeitos de seu “cavalo” e isto está ainda dentro da qualidade especular de Exu.

No desenvolvimento mediúnico é ele um elemento de muita importância, pois dá força e potencializa as faculdades mediúnicas, não é difícil encontrarmos Exu pedindo para ser oferendado logo no inicio da vida mediúnica.

Em uma casa de luz, em um terreiro de Umbanda de fato, Exu não aceitará trabalhos de ordem negativa. Veremos Exu trabalhando com seriedade e em sintonia com as entidades da direita, ou seja não virá em terra para contrariar todo um trabalho de doutrina realizado por caboclos e pretos velhos. Encontraremos Exus dando consultas, limpando e descarregando consulentes, fazendo desobsessão e outras coisas mais, dentro do mesmo objetivo, e ainda dando bons conselhos aos que a ele procuram.

Por tudo isso somos gratos a Exu e Pomba Gira, por trabalharem conosco a favor da luz, e afirmamos: muito do que se fala de Exu e Pombagira, ligado a magia negativa, nós desconhecemos! Sabemos que muitos espíritos tentam se passar por Exu ou Pombagira, mas aí já não é mais Umbanda.

Umbanda acima de tudo é Amor e Caridade, logo, Exu jamais virá num terreiro de Umbanda para agir contra estes princípios".

(Autor desconhecido)



Olá!!
Acrescentando minha experiência com Exu e Pomba-Gira, tenho o seguinte a comentar:
Quanto mais estudo/doutrina, o médium tiver, muito mais fácil será para ele e para a entidade, o intercâmbio e o trabalho!
A sintonia perfeita com as entidades só acontece com o tempo, com o trabalho e com muito estudo.
Nada que se queira precipitar, ou acelerar, vai realmente funcionar nesse caso e, penso que tudo na vida seja assim.
Como bem diz o texto, Exu, no começo de sua jornada de trabalho com o médium eleito, costuma exteriorizar a personalidade do médium e penso que realmente o objetivo seja o aprendizado de ambos, bem como seu aprimoramento, por isso devemos prestar bastante atenção a fim de não sermos juízes daquilo que desconhecemos.
Minha experiência com o Sr. Tranca Ruas das Almas é, para mim, lição de vida na qual estão presentes as virtudes mais sagradas, a saber: honra, inteligencia, coragem, silencio, humildade, sabedoria, reflexão, entre outras.
Sei que por vários caminhos ele me protegeu e segue protegendo. Sei que me livrou de poucas e boas e a ele sou grata por tudo e um pouco mais!
Sinto-me grata por ser instrumento de sua voz amiga e de seu trabalho sempre embasado na lei e na justiça, bem como na ordem natural que as coisas da vida devem ter. Ele é meu grande mestre, guardião protetor, iluminado espírito, sábio que atravessou os tempos aprendendo e compartilhando seu aprendizado. A ele, minha gratidão eterna, minha fé e meu amor!
Aos médiuns iniciantes, deixo um conselho: Ande com fé, sabedoria, humildade, sendo honesto, verdadeiro e terá sempre ao seu lado um grande guardião!
Salve todos eles e elas!
Annapon

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lenda da Bilha de São Jorge - Portugal -

 


Olá!
Essa é uma história de fé, amor e coragem!
Que São Jorge possa valer sempre a todos aqueles que nele depositam a sua fé!
Lembrando que só alcançamos a vitória se formos merecedores da mesma e se tivermos fé firme e forte!
Salve São Jorge Guerreiro! Que ele nos proteja, nos valha e nos ensine a caminhar com muita fé, esperança e amor!!!
Annapon


Foi nos primeiros dias de Agosto de 1385. O Sol dardejava o seu sopro de fogo sobre as terras de Portugal e Espanha. Corpos aquecidos e espíritos ardendo em febre! Ânimos mais exaltados ainda pelo calor da discórdia!

O rei de Castela levara até à Beira a sua invasão em território muito nosso. E o jovem rei de Portugal — rei havia apenas questão de meses — correu para a cidade do Porto para reunir tropas, descendo depois sobre Abrantes, onde iria encontrar-se com o condestável do reino. Este correra antes a Estremoz. Aí, aliciara gente. E fortalecido pela fé de vencer, chegou à cidade de Abrantes, onde iria reunir-se conselho.

O ar, demasiado abafado, quase não girava. No salão, os guerreiros acolhiam com desagrado a ideia de uma grande batalha. Sabiam que o rei de Castela tinha em campo mais de vinte mil homens, enquanto eles, se fossem sete mil, já se poderiam dar por felizes. Votavam, portanto, contra a batalha.

Apesar da pequena estatura, a figura direita e altiva do Condestável impressionava sempre quem o via, até entre os próprios inimigos. Fez-se silêncio quando D. Nuno Álvares Pereira se levantou para falar.

A sua voz soou firme e compassada.

— Senhores! O meu voto é contrário ao vosso e dir-vos-ei por quê. Se ficarmos inactivos — como é vosso parecer — será certa a ruína. Se aqui ficamos, o inimigo, sempre em maior número, nos buscará. Se nos alojarmos num sítio forte, fugindo dele, os Castelhanos correrão a sitiar Lisboa, que sentirá a nossa falta e a falta de mantimentos. Sem víveres, sem armada, sem soldados, com a infidelidade de alguns dos seus naturais, que será da nossa Lisboa? E, caindo Lisboa, cairão por terra todas as nossas esperanças! Não ignoro que seria prudente aguardar socorros de Inglaterra. Mas que poderá restaurar a perda de Lisboa, se ficarmos de braços cruzados, esperando um auxílio demorado? E depois, que faremos nós? Debandaremos então em correria, acção que designo de infamante?… 

Alguém contrapôs:

— E se formos para a batalha e a perdermos?

— Ganharemos pelo menos em honra! No entanto, se a ganharmos, como é minha fé, pela necessidade que temos de pelejar, a vitória saberá aligeirar tudo quanto nos possa ter acontecido!…

Depois, voltando-se para D. João I, que parecia abalado com as opiniões em massa contra a ideia de uma batalha imediata:

— E vós, Senhor, que aceitastes a coroa para defender o reino, perdereis toda a reputação que haveis adquirido se recusardes a peleja! Vede que a maior parte dos soldados contrários são visonhos ou andam atemorizados com as perdas passadas. Se os vossos gloriosos progenitores temessem estas desigualdades de opiniões, decerto não teriam ganho tão insignes vitórias. Senhor! Se outra for a vossa resolução, que não a minha, sabei que eu, só com os que me acompanham, pelejarei com o inimigo, pois julgo mais insofrida uma vida infame que uma morte gloriosa!

D. Nuno terminou a sua alocução. Sabia já ter dito o suficiente para saberem o que poderiam esperar dele. Todavia, os protestos levantaram-se calorosos. Achavam audaciosas, quase loucas, as ideias do Condestável. O conselho ficou adiado. Mas no dia seguinte D. Nuno Álvares Pereira passou com os homens que aliciara à cidade de Tomar, por onde o rei de Castela forçosamente passaria.

Ao ter-se conhecimento desta decisão, muitos fidalgos e chefes guerreiros propuseram a D. João I que castigasse o Condestável por tão audaciosa proeza. Mas qual não foi o espanto desses homens, quando o rei de Portugal decidiu:

— Senhores! Declaro-me também pela batalha! Quero ser rei de Portugal e não de Avis, como alguns para aí me apelidaram!

Houve certo burburinho, abafado pelo natural respeito ao Rei. E D. João I foi juntar-se ao Condestável, saindo de Abrantes depois de orar na Igreja de S. João. E chegaram a Aljubarrota a 14 de Agosto desse mesmo ano de 1385.

O mesmo sol continuava abrasando os campos, secando os regatos, sedentando as bocas. Cantavam as cigarras, que os pés dos soldados iam pisando nesse campo que D. Nuno escolhera para esperar o rei castelhano e todo o seu grande exército.

Pouco depois do meio-dia, os dois exércitos estavam frente a frente. Mas o rei castelhano não se dispôs logo a dar combate, receoso da sua posição estratégica.

Do alto, a luz solar caía a jorros, inundando o plaino de Aljubarrota e queimando as energias nessa enervante espera. Era fogo, o ar que respiravam. E da própria terra que as patas dos cavalos batiam saíam nuvens de pó que mais pareciam fumo. Começavam as bocas a sentirem-se sequiosas, os lábios a gretarem-se, as vontades a enfraquecerem. Então, D. Nuno procurou o valente Antão Vasques.

— Sabeis do que tenho temor? Não é do inimigo, é do sol! Os homens queixam-se de sede… e essa tortura será capaz de os derrotar, antes da luta!

Antão Vasques olhou o Condestável com ansiedade.

— E que fazer, senhor?

Olhando fixamente um ponto vago, D. Nuno meneou a cabeça.

— Perguntais bem, Antão Vasques! Mas creio que só há um caminho: encontrar água para os nossos soldados.

Perfilando-se, Antão Vasques pediu:

— Senhor! Se não vos opuserdes, tomarei eu conta de tal missão. Deixai que procure a água!

— Estais certo de a encontrar?

— Conto com a ajuda de Deus e de S. Jorge! Nem que tenha de arrancar água à própria terra, hei-de encontrá-la… e a vitória será nossa!

D. Nuno olhou-o com simpatia.

—Pois ide… e que S. Jorge vos proteja!

Sem mais ouvir, Antão Vasques correu imediatamente em busca dessa água bendita que poderia salvar as hostes de Portugal. Mas em vão parecia fazê-lo. Sob o sol abrasador, nem uma gota de água surgia nesses campos desertos! O desespero começou a apoderar-se do guerreiro. Mas conta a lenda que a certa altura da sua busca infrutífera, Antão Vasques desceu do cavalo e ajoelhou na terra escaldante. Dos seus lábios ressequidos subiu uma oração:

— Senhor meu Deus! Dizem que cada um de nós tem um Anjo da Guarda! Por tudo vos peço que me envieis o meu Anjo com um pouco de água!

E nesse mesmo instante, como uma miragem, Antão Vasques viu surgir, avançando para ele, uma graciosa camponesa com uma bilha de água na mão.

Murmurou, receoso de enganar-se:

— Será possível tamanho milagre?

Parecendo tê-lo ouvido, a jovem camponesa sorriu. Depois, chegando junto do cavaleiro:

— Senhor… creio que tendes sede. Tomai esta cantarinha e bebei. Tem água fresca e boa!

Antão Vasques nem chegou a responder. Aceitou a cantarinha e levou-a logo à boca, bebendo sofregamente. Só depois agradeceu à jovem:

— Graças! Esta água mata a sede… Mas é tão pouca… e nós somos tantos…

Voltou a camponesa a sorrir.

— Bebei à vontade, cavaleiro! A água não acabará assim tão depressa!

E com um gesto gracioso indicou a bilha que Antão Vasques conservava ainda nas mãos.

— Levai-a convosco e dai de beber aos vossos companheiros!

Antão Vasques olhou perplexo a jovem camponesa. Mas já ela lhe dizia, com certa autoridade na voz:

— Senhor Cavaleiro, não demoreis!… Os vossos companheiros também têm sede…

Sem mais acrescentar, afastou-se em direcção oposta à da batalha que ia travar-se. Duplamente contente, o cavaleiro gritou-lhe então:

— Adeus e obrigado por todos!

E aconchegando a bilha à sua armadura de guerra, Antão Vasques dirigiu-se quase correndo ao campo português, para contar ao Condestável o maravilhoso prodígio.

Entretanto, o rei de Castela, que hesitara em dar luta aos portugueses, preparava-se para atacar. E a água que a misteriosa donzela levara a Antão Vasques chegou no momento oportuno.

Corria de mão em mão, de boca em boca, a bilha pequena, cuja água parecia nascer dentro dela, não se sabe devido a que estranho milagre. Era um oásis de frescura e vigor! Renovamento das forças corporais e do espírito! Os ânimos fortaleceram-se. Havia desejo de lutar e vencer. Todo um exército renovado por ter bebido alguns golos de água de uma infusa de vulgar aparência!

Finalmente, os castelhanos resolveram atacar. A tarde já ia avançada. Supunha o inimigo que os portugueses já estariam exaustos da expectativa, quebrados, pela demora e pela sede. Iriam aproveitar-se dessa moleza em que julgaram envolvidas as nossas hostes. E o grito de guerra soou, como trovão medonho, abalando a terra de Aljubarrota!

Por montes e vales iluminados pela luz brilhante do Sol, subiu o clamor das trombetas, misturado com o ruído das armas e dos homens avançando em tumulto, à conquista de uma vitória esmagadora e decisiva. Mas, por milagre de Deus e esforço dos homens — contra o que os outros esperavam — os sete mil portugueses aguentaram a pé firme, estoicamente, aquela avalancha furiosa de trinta mil! O pó levantado do chão bailava no ar uma dança fantástica. Logo depois do primeiro embate, a surpresa do rei de Castela foi grande, e maior se tornou ainda quando os portugueses, manobrando com inteligência, envolveram o inimigo numa verdadeira tenaz de ferro e fogo! Era o princípio da maior vitóra militar de sempre!

De súbito, Antão Vasques entrou correndo na tenda de D. João I. Entrou chorando e rindo, simultaneamente:

— Senhor! Senhor meu rei! Deixai-me rir e chorar! Rio e choro de alegria! Os castelhanos fogem em debandada! E eu venho entregar-vos esta bandeira que pertenceu ao maior inimigo que tínheis no Mundo!

Caía a noite. Uma noite quente de Verão em que a Lua, qual grande círio, vinha pratear os campos cobertos de cadáveres, como se lhes quisesse prestar uma derradeira homenagem. A morte é sempre a morte, mesmo quando é dada ao inimigo e por uma causa justa.

Por entre as sombras da noite, fugia em debandada o exército castelhano, perseguido agora pelos aldeões. O próprio rei teve de disfarçar-se, mas foi reconhecido. E se passou a fronteira, deve esse gesto à generosidade do rei de Portugal. Entre os castelhanos que tombaram, alguns portugueses perderam também a vida, pela causa de Castela. Alguns portugueses que não souberam ter fé.

Noite de Verão e noite nas almas desse punhado de traidores! Entre eles, triste é dizê-lo, contava-se D. Diogo Álvares Pereira, irmão do Condestável. Todos possuem a sua cruz, e essa não foi pouco pesada a D. Nuno Álvares Pereira. Mas a batalha estava ganha com honra e glória! E embora o Condestável tivesse acreditado sempre no valor dos que tinha a seu lado, não deixava de crer também nesse valor extraordinário que permitira o feliz seguimento da luta — essa água milagrosa descoberta por Antão Vasques. Assim, no sítio onde a camponesa surgira com a cantarinha, D. Nuno Álvares Pereira mandou erguer a capela de S. Jorge.

E ainda hoje, em memória do extraordinário acontecimento, lá está sempre uma bilha de água, para dar de beber a quem passe e tenha sede.






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