Olá

Bem vindo ao Coisas da Alma!

Despretensiosamente levando um pouco de espiritualidade ao mundo!

Conheça o http://aalmadascoisas-annapon.blogspot.com/, blog parceiro do Coisas da Alma.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cosme e Damião (Por Mãe Mônica Caraccio)




Mais um bom texto de Mãe Mônica e vídeo muito interessante mostrando uma realidade diferente da nossa no trato com as crianças. Vale a pena conferir e perceber que o amor de mãe e a pureza das crianças é igual no mundo todo!
Boa leitura e Feliz Dia de Cosme e Damião a todos!

Axééé!!! Começam as comemorações! Começam as festas! Começam ser  servidas as guloseimas!
É isso mesmo, começa um dos festejos mais envolvente, vibrante e “permitido” de nossa Umbanda. É a Festa de Cosme e Damião, de Erês, da Ibejada e das Crianças.
Mencionei a palavra “permitido” pois, assim como a festa de Iemanjá que acontece no final e no início do ano, percebo a diversidade de pessoas que, independente de suas crenças religiosas, participam dessa festa. São crianças, kardecistas, católicos, não religiosos, pessoas que normalmente não frequentam o terreiro, que nem sabem ou entendem o que é Umbanda muito menos o que representa essa Linha, mas que nesse dia, como tudo fica diferente, tudo fica mais colorido, mais leve e mais gostoso, não deixam de participar dessa festa e levar para casa muitos doces, balas e bexigas cheias de Axé.
Percebo também que muitas pessoas imaginam que as “Crianças” que se manifestam em nossos terreiros sejam realmente crianças que desencarnaram cedo, muitos ainda acham que o desencarne foi doloroso e que estão se manifestando nos terreiros em dia de festa para receberem presentes, para ver pessoas, enfim, para “curtir” a festa.
Mas isso não é bem assim, a Linha de Erês, Ibeji ou a Linha das Crianças da Umbanda é composta por Entidades iluminadas, por espíritos adultos que se plasmam, que se “vestem” como crianças para gerar a energia de alegria, pureza, doçura e irmandade, qualidades que muitas vezes estão distantes do mundo dos adultos, dos sérios e responsáveis. Também se manifestam nessa Linha os Encantados, considerados os Mensageiros, normalmente são as crianças mais quietas, mais sensíveis, que falam baixo, que se assustam facilmente, que trabalham mais energéticamente, afinal como encantados manipulam de forma potencializada as energias elementais realizando maravilhosas curas no corpo astral dos consulentes e do próprio médium.
Essa Linha é sincretizada pelo catolicismo com “COSME E DAMIÃO”. Gêmeos nascidos em 270 que, como médicos e cristãos, praticavam a medicina gratuitamente em socorro aos pobres, crianças, mulheres ou qualquer pessoa necessitada. Realizavam muitas curas milagrosas, mas sempre falavam e se referenciavam a Cristo e em nome de Cristo.
Dioclesiano, imperador da época, não tarda em persegui-los, pois Roma não tolerava o cristianismo que ameaçava expandir. Por fim, os gêmeos foram presos, torturados, acusados de prática de curandeirismo e decapitados em 303.
Contam que o imperador, ao tocar a cabeça dos mártires, recuperou milagrosamente o movimento de um dos braços paralisado desde uma antiga batalha.
No culto de Nação, “as crianças” estão ligadas ao ORIXÁ IBEJI (nação Ketu) ou VUNJI (nação Angola e Congo), que simboliza alegria, fertilidade e inocência. Uma das funções desse orixá é cuidar das crianças desde bebê até a adolescência.
Na Nigéria o nascimento de gêmeos era motivo de comemoração no povoado. A mãe e as crianças eram homenageadas e saiam para as ruas para festejar e receber presentes. Os gêmeos eram considerados pelos pais uma garantia de sorte e de fortuna.
Por serem considerados gêmeos, são associados ao princípio da dualidade, o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos. Ibeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.
Por serem considerados crianças, são ligados a tudo que se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas etc. Importante refletir que não podemos falar em nascimento sem pensar na morte.
Há, entre tantas lendas, uma em especial que narra como os gêmeos dominaram e deteram a Morte.
Leiam a lenda “Os Ibejis enganam a Morte” contada por Reginaldo Prandi em seu livro Mitologia dos Orixás e entendam um pouco mais essa concepção:

Os Ibejis enganam a Morte

Os Ibejis, os Orixás gêmeos, viviam para se divertir.
Não é por acaso que eram filhos de Oxum e Xangô.
Viviam tocando uns pequenos tambores mágicos,
que ganharam de presente de sua mãe adotiva, Iemanjá.
Nessa mesma época, a Morte colocou armadilhas
em todos os caminhos e começou a comer todos os humanos
que caíam na suas arapucas.
Homens, mulheres, velhos ou crianças,
ninguém escapava da voracidade de Icu, a Morte.
Icu pegava todos antes de seu tempo de morrer haver chegado.
O terror se alastrou entre os humanos.
Sacerdotes, bruxos, adivinhos, curandeiros,
todos se juntaram para pôr um fim à obsessão de Icu.
Mas todos foram vencidos.
Os humanos continuavam morrendo antes do tempo.
Os Ibejis, então, armaram um plano para deter Icu.
Um deles foi pela trilha perigosa
onde Icu armara sua mortal armadilha.
O outro seguia o irmão escondido,
acompanhando-o à distância por dentro do mato.
O Ibeji que ia pela trilha ia tocando seu pequeno tambor.
Tocava com tanto gosto e maestria
que a Morte ficou maravilhada,
não quis que ele morresse
e o avisou da armadilha.
Icu se pôs a dançar inebriadamente,
enfeitiçada pelo som do tambor do menino.
Quando o irmão se cansou de tocar,
o outro, que estava escondido no mato,
trocou de lugar com o irmão,
sem que Icu nada percebessse.
E assim um irmão substituía o outro
e a música jamais cessava.
E Icu dançava sem fazer sequer uma pausa.
Icu, ainda que estivesse muito cansada,
não conseguiu parar de dançar.
E o tambor continuava soando seu ritmo irresistível.
Icu já estava esgotada
e pediu ao menino que parasse a música por uns instantes,
para que ela pudesse descansar.
Icu implorava, queria descansar um pouco.
Icu já não aguentava mais dançar seu tétrico bailado.
Os Ibejis então lhe propuseram um pacto.
A música pararia,
mas a Morte teria que jurar que retiraria todas as armadilhas.
Icu não tinha escolha, rendeu-se.
Os gêmeos venceram.
Foi assim que os Ibejis salvaram os homens
e ganharam fama de muito poderosos,
porque nenhum outro orixá conseguiu ganhar
aquela peleja com a Morte.
Os Ibejis são poderosos,
mas o que eles gostam mesmo é de brincar.
Na UMBANDA são grandes renovadores de nossos sentimentos, amparados pela irradiação de Oxum e seu imenso Amor.
Crianças, erês, ibejadas trabalham com tanta força, com tanta pureza e simplicidade, que uma “simples” bala imantada por eles suaviza nossa alma e adoça nossa vida.
Não devemos subestimar essa Linha de Trabalho ou julgar a forma que se apresentam, são espíritos elevados que brincam trabalhando e trabalham brincando.
Depois de Oxalá são os únicos que dominam totalmente a magia com e como Exu.
Vale a pena refletir e buscar um olhar diferenciado, um verdadeiro “Olhar de Poeta”…
Boa inspiração a todos, muitos doces e bom trabalho…
Axéééé!!!
Clipe  criado com base no documentário “Babies” do cineasta francês Thomas Balmes
Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O célebre “Tratado sobre a Tolerância’’ de Voltaire 1763


Por um mundo mais digno




Voltaire defendia o direito de todo homem expressar livremente suas opiniões e crenças. “Tratado sobre a Tolerância" foi escrito há quase 250 anos, mas você vai perceber que ele ainda é atual.

O célebre “Tratado sobre a Tolerância’’ de Voltaire 1763

“Não é mais aos homens que me dirijo. É à você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos: Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo de nossas calamidades.

Você não nos deu coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos. Faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.

Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre nossas leis imperfeitas e nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e perseguição.

Que aqueles que acedem velas em pleno dia para Te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol.

Símbolos religiosos Que os que cobrem suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso Te amar, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.

Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo, e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque, Você sabe que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.

Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.

Que possam todos os homens se lembrar que são irmãos!’’

Frases de Voltaire “A primeira lei da natureza é a tolerância, já que temos todos uma porção de erros e fraquezas.’’

“Pense por si mesmo e dê às outras pessoas o direito de fazer o mesmo.’’ “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.” “A ignorância afirma ou nega veementemente; a ciência duvida.’’ “Julgue-se um homem mais pelas suas perguntas do que pelas suas respostas.”

Voltaire era o pseudônimo de François-Marie Arouet. Ele foi ensaísta, escritor e filósofo iluminista. Suas idéias tiveram influência nos processos da Revolução Francesa e da Independência dos Estados Unidos. Nasceu em Paris, em 21 de novembro de 1694 e lá morreu, em 30 de novembro de 1778.



...e ainda hoje a humanidade não aprendeu.


Annapon

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

As forças da Natureza ( Clara Nunes - Nossa Estrela linda!)




Olá amigos!
Posto esse vídeo lindo na voz de nossa inesquecível Clara Nunes, por considerar que essa canção resume tudo o que os Mentores Espirituais nos dizem sobre o destino do Planeta Terra.
Aqui a Paz reinará! De mundo de provas e expiações, a Terra se tornará mundo de regeneração!
Seja feita a vontade de Deus Nosso Pai!
Annapon





Quando o Sol
Se derramar em toda sua essência
Desafiando o poder da ciência
Pra combater o mal
E o mar
Com suas águas bravias
Levar consigo o pó dos nossos dias
Vai ser um bom sinal
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar o barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar
Afinal
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer, la la la
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal
As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval (2X)

Composição: João Nogueira/Paulo Cesar Pinheiro 

domingo, 4 de setembro de 2011

João Cândido, nosso Almirante Negro e os Marujos na Linha de Umbanda, por Mãe Mônica Caraccio


Axé pessoal. É tão gostoso falar da Umbanda, vivenciar suas manifestações, comungar com os Guias Espirituais… Enfim, é tudo tão Grandioso!
No post anterior – “A UMBANDA CHEGOU… Cativeiro acabou!”- tive a intenção de provocar algumas reflexões e entre elas, uma era a vontade de que a Umbanda fosse vista e percebida agindo e interagindo com o “povo”.
Outra era ainda que fosse percebido que, devido às relações simbólicas dos negros escravos e dos índios brasileiros com os Pretos Velhos e Caboclos, Guias Espirituais que se manifestam em nossa Umbanda, essas entidades representam resistência, enfrentamento, combate e sobretudo, Fé, mesmo porque, esses atributos foram vivenciados e sentidos pelos negros e índios na época da escravidão e colonização.
Portanto, pode-se constatar que uma das funções da Umbanda é agir nas resistências, nos enfrentamentos, nos combates e na Fé das pessoas e da vida.
Mas, não são apenas os arquétipos de Preto Velho e de Caboclo que representam esses atributos, a Linha dos Marinheiros, os marujos que se apresentam em nossos terreiros sempre com sorriso no rosto, por exemplo, também têm sua história de luta, de dor, de resistência, de enfrentamento, de combate e de Fé.
Acredito que muitos conhecem as características desta Linha e sabem que trabalham na capacidade do movimento, na maleabilidade, na cura emocional e principalmente nas grandes demandas, mas não é “só” isso.
Esse “povo do mar” expressa também a forte simbologia de um povo que briga por seus direitos, que luta por liberdade e que resiste a qualquer tipo de violência.
A Revolta da Chibata que aconteceu na baía de Guanabara, RJ, em 1910, nos permite entender essa simbologia.
Esse momento histórico – aliás essa foi uma das poucas revoltas populares que atingiu seus objetivos no Brasil – teve como líder João Cândido Felisberto, o “Almirante Negro”, e a intenção de acabar com os humilhantes castigos físicos praticados na época pela Marinha do Brasil: “Para as faltas leves, prisão a ferro na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo”.
O movimento eclodiu quando o marinheiro Marcelino Menezes foi chicoteado como um escravo por oficiais, à frente de toda a tripulação. Segundo jornais da época, ele recebeu 250 chibatadas, chegando a desmaiar.
Nesse dia então, 22 de novembro de 1910, os marinheiros tomam posse de vários navios, manobram a frota exemplarmente, hasteiam bandeiras vermelhas pedindo “Ordem e Liberdade” e apontam cerca de 80 canhões para a capital do Rio de Janeiro e para o próprio palácio de governo. Alguns tiros de aviso são disparados e as exigências são apresentadas ao governo. Os marujos querem o fim efetivo dos castigos corporais; o perdão por sua ação e que melhorem suas condições de trabalho.
O governo cede, as chibatas cessam, os navios são entregues e depois de cinco dias a revolta termina vitoriosa, porém o governo trai a anistia e os marinheiros são brutalmente perseguidos.
Cerca de 100 marinheiros são presos e mandados para trabalhos forçados na Comissão Rondon ou são abandonados na Floresta Amazônica. Outros ainda são fuzilados e jogados ao mar.
Já João Cândido foi preso e enviado para a prisão subterrânea da Ilha das Cobras com mais 17 companheiros. Todos os 18 marinheiros são jogados em uma cela fechada por uma grossa porta de madeira, com minúscula saída de ar e recém-lavada com água e cal.
A falta de ventilação, a poeira do cal, o calor e a sede sufocaram os marinheiros e no dia seguinte, só dois sobreviviam, João Cândido e o soldado naval João Avelino.
Aos poucos, João Cândido se restabelece, é solto e expulso da Marinha. Os navios mercantes também não o aceitam – nenhum comandante quer por perto um ex-presidiário, agitador, negro, pobre e talvez doido. Contudo, continuará perto do mar como simples vendedor de peixe até morrer em 1969 aos 89 anos de idade.
Só em agosto de 2003 o Congresso brasileiro restabeleceu os direitos de todos os marinheiros envolvidos na chamada ”Revolta da Chibata”.
Enfim, é importante entender que as Linhas de Trabalho de nossa Umbanda, Pretos Velhos, Caboclos, Marinheiros, Ciganos, Baianos e todas as outras, são símbolos, arquétipos, que “querem dizer algo”, que representam momentos importantes na vida do povo, momentos de reflexão, de atitude, de resistência, de enfrentamento, de combate e de Fé.
Com isso, espero que com esse contexto histórico que acontece 2 anos depois da Umbanda ser oficializada, os Marinheiros que se manifestam em nossos Terreiros não sejam mais vistos como uma Linha desnecessária ou de beberrões, e sim como expressão do equilíbrio, da força, da luta, da resistência, da coragem e da determinação.
Espero também, que a Umbanda seja cada vez mais vista da forma que merece, ou seja, DIVINAMENTE. Mesmo porque, como não se emocionar diante de tamanha SIMPLICIDADE e GRANDIOSIDADE???
-
Ouçam o belíssimo samba “O Mestre-Sala dos Mares”, de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, que imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Aliás, essa música foi censurada na época da ditadura e teve sua letra modificada. Vejam o relato do compositor Aldir Blanc sobre esse momento terrível de nossa história:
“Tivemos diversos problemas com a censura. Ouvimos ameaças veladas de que a Marinha não toleraria loas a um marinheiro que quebrou a hierarquia e matou oficiais etc. Fomos várias vezes censurados, apesar das mudanças que fazíamos, tentando não mutilar o que considerávamos as idéias principais da letra. Minha última ida ao Departamento de Censura, então funcionando no Palácio do Catete, me marcou profundamente. Um sujeito, bancando o durão, (…) mãos na cintura, eu sentado numa cadeira e ele de pé, com a coronha da arma no coldre há uns três centímetros do meu nariz. Aí, um outro, bancando o “bonzinho”, disse mais ou menos o seguinte:
- Vocês não estão entendendo… Estão trocando as palavras como revolta, sangue etc. e não é aí que a coisa tá pegando…
Eu, claro, perguntei educadamente se ele poderia me esclarecer melhor. E, como se tivesse levado um “telefone” nos tímpanos, ouvi, estarrecido a resposta, em voz mais baixa, gutural, cheia de mistério, como quem dá uma dica perigosa:
- O problema é essa história de negro, negro, negro…
Ufa… Com certeza é muita reflexão…
Só com muita umbanda no coração, com muita pré-disposição a mudar tanta história de dor e com o aconchego, amorosidade e benevolência dos Guias Espirituais para entender o privilégio que nós, médiuns umbandistas, temos ao manifestar essa religião que tanto bem faz, que tanto ajuda o povo, que tanto enxuga lágrimas.
Salve a marujada!
Salve todo povo da Umbanda!
Salve a Umbanda!!!
-
E para quem quiser saber mais sobre esse movimento histórico e ver algumas imagens marcantes assista o documentário produzido pela Globo News em comemoração aos 100 anos da Revolta da Chibata que está disponível mais abaixo.
Fonte pesquisa: História do Negro Brasileiro, Clóvis Moura,
São Paulo: Editora Ática S.A., 1992 | CEFET (SP)

O Mestre Sala dos Mares  João Bosco / Aldir Blanc

*letra original sem censura com as palavras modificadas entre parênteses
* vídeo de Ana Bia Musical
* cantor desconhecido
Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro (feiticeiro)
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante negro (navegante)
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas (E ao acenar pelo mar na alegria das regatas)
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas (santos entre cantos e chibatas)
Inundando o coração de toda tripulação (do pessoal do porão)
Que a exemplo do marinheiro gritava então (feiticeiro)
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o almirante negro (navegante)
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo
Escrito por Mãe Mônica Caraccio \\ tags: ,

sábado, 3 de setembro de 2011

O Filme dos Espíritos




No dia 07 de outubro de 2011, a Fundação Espírita André Luiz, levará as telas de cinema do Brasil, através da Paris Filmes, O Filme dos Espíritos ,que tem no elenco o protagonista Reinaldo Rodrigues, ao seu lado estão Nelson Xavier, Etty Fraser, Ênio Gonçalves, Ana Rosa e Sandra Corveloni, Felipe Falanga e grande elenco. O filme conta ainda, com a participação especial de Luciana Gimenez.
A peça cinematográfica é uma homenagem ao Codificador, e o livro base da doutrina espírita O Livro dos Espíritos. Para o êxito no projeto, é de grande importância ,que sejamos abraçados neste ideal pelos nossos amigos espíritas e espiritualistas. Toca de forma educativa e poética em temáticas de grande importância ao gênero humano, levando as pessoas à reflexão.
As Casas Espíritas vêm transformando vidas ao longo de décadas, o momento é de transição, e a mensagem do Consolador deve tocar o maior número de pessoas. O cinema consegue divulgar sua mensagem a um grande público, e quando apresenta uma temática espírita ou espiritualista, colabora na construção de uma nova mentalidade, influindo positivamente na vida das pessoas.
Desperta o interesse sobre o assunto, a leitura das obras, a resposta aos seus questionamentos, e principalmente, estimulando a visita às Casas Espíritas. Os espíritas por sua vez, podem indicar seus amigos, parentes, colegas de trabalho, simpatizantes, formando uma corrente do Bem.
Através de O filme dos espíritos,de um lado experimentaremos um avivamento das ideias cristãs nos corações sôfregos e de outro, os recursos obtidos com o êxito do filme patrocinará novas ações no terreno da divulgação espírita, pois serão revertidos às Casas André Luiz e a Fundação Espírita André Luiz .

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Pesquisar este blog

Seguidores