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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Obras Póstumas" Allan Kardec







Amigos,


Encerrei há poucos dias a leitura do livro "Obras Póstumas" de Allan Kardec. Muito boa leitura por sinal que recomendo a todos aqueles que se interessam pelas questões espirituais que nos trazem esclarecimentos e que nos auxiliam a viver melhor.
Analisando a leitura, concordei e discordei de muitos trechos, porém, um me chamou a atenção e  quero compartilhar com vocês, amigos e parceiros desse blog, minhas reflexões que estão abertas para comentários.
O trecho do livro que quero comentar é o que trata das Aristocracias, palavra originada do grego que significa Poder do Melhores.
É bastante interessante observar que o poder desde o inicio dos tempos, sempre foi perseguido pela humanidade, porém, pouco a pouco vem se modificando como bem claramente podemos entender a medida que lemos essa passagem do livro.
A primeira das Aristocracias, segundo o livro, foi a Patriarcal, ou seja, poder concedido aos chefes de família e anciãos. Em seguida surge a necessidade da força devido ao crescente número populacional e nasce então a aristocracia da força bruta que divide a sociedade em duas partes a saber, superiores e inferiores, essa por sua vez, dá origem à aristocracia de nascimento que, frágil, devido à sua inconsistência, cede recursos à população trabalhadora que não mais se sujeita à sua autoridade. Surge a aristocracia , ou poder do dinheiro que, por sua vez também pode ser herdado como a aristocracia de nascimento e, nesse momento, notamos que para ganhar dinheiro não se pode contar tão somente com a herança, mesmo porque essa se acaba. Para se fazer fortuna é necessário inteligência aliada à força do trabalho. Surge assim a aristocracia da inteligência que não está sob o comando do dinheiro, uma vez que é dom humano tanto do rico quanto do pobre, mas, a inteligência, por si só, não garante boa índole e bons princípios. Não é dom apenas do homem bom, pelo contrário. A inteligência tanto serve o bem quanto o mal, depende, como tudo na vida, aliás, do uso que dela se faz. 
Eis que a aristocracia da inteligência carece de uma aliada. Essa, a seu turno, precisa ser forte o suficiente para que a Terra não mais seja conduzida pela inexperiência, nem pela força, nem pela hereditariedade, nem pelo dinheiro e sim pela forma ideal que seria, no caso, a inteligência aliada à moral, não ao moralismo, entenda-se bem isso.
Esse é o ponto alto, creio eu, do raciocínio dessa passagem da obra onde notamos com clareza, a evolução da sociedade terrena que se encaminha para o progresso moral e espiritual, progresso esse que envolve não apenas todos nós, seres humanos, mas o planeta e tudo aquilo que nele há.
Quero observar ainda que, em determinada passagem, lembrei-me muito de nosso Ex-Presidente Luiz Inácio, por isso transcrevo aqui tal passagem a titulo de curiosidade:
" Hoje, a inteligência domina; é soberana, ninguém poderia contestá-lo; e isso é tão verdadeiro que vedes o homem do povo chegar aos primeiros cargos. Essa aristocracia não é mais justa, mais lógica, mais racional do que a da força brutal, de nascimento ou do dinheiro?"
Fica ai para quem quiser pensar sobre o assunto e até mesmo comentar.
Tudo o que nos dispomos a ler com boa vontade e interesse, nos faz crescer e, crescendo, podemos dar nossas mãos àqueles que ainda não compreendem o progresso e a evolução.
Esse será nosso mundo ideal. O mundo governado pela inteligência aliada à moral que podemos traduzir por justiça, verdade, fraternidade e tudo o que idealizamos e queremos de bom para todos nós sem nos esquecermos que temos o dever, para tanto, de fazermos a nossa parte, aquela que nos cabe para que no futuro não haja realmente tantos maus exemplos em nossa sociedade.
É óbvio que além do que expus acima, a passagem do livro remete à outras reflexões e, se nos determos bem sobre todos os assuntos abordados, encontraremos uma série de esclarecimentos que bem poderíamos expor ao nosso raciocínio, porém, fico por aqui na esperança de que essa reflexão possa ser útil a alguém.
Obrigada a todos,
Annapon

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