Olá

Bem vindo ao Coisas da Alma!

Despretensiosamente levando um pouco de espiritualidade ao mundo!

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Valorizando a vida e o amor


Olá amigos! Espero que gostem desse trecho de um dos livros de Robson Pinheiro assim como eu gosto. É um bom texto para refletir sobre como estamos cuidando do que Deus nos dá.
Atenção! Podemos estar negligenciando coisas muito importantes em nossas vidas sem nos darmos ao menos conta!
Abraço a todos e feliz semana!
Annapon



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sábado, 29 de janeiro de 2011

Velas - Por Mãe Mônica Caraccio -



TODO UMBANDISTA ACENDE SUA VELINHA!

Elemento fundamental nos rituais umbandistas: as velas. Por que acendemos velas? O que elas representam e como atuam? Acho que muitas pessoas já se fizeram estas perguntas e outras nunca pensaram sobre o assunto.
A vela significa luz, atua no éter de quem recebe suas irradiações ígneas e é um simples, mas poderoso instrumento.
Tal como o incenso, uma vela acesa altera o estado energético de um ambiente ou de uma pessoa. Quando está acesa, durante o dia ou noite, além de enviar nossas intenções como luz que toca outra luz em vário níveis, ela se torna uma energia contínua de nossas orações, ela se torna a vigília de nossos pensamentos, pois sempre que passarmos por ela seu brilho chamará nossa consciência de volta para o propósito de nossa solicitação ou pensamento e a sua luz atuará como um laser para concentrar a energia de nossas intenções. Portanto ela ativa nossa fé nos mantendo em sintonia com o Plano Astral Superior e é fato que uma vela acesa positivamente atrai os bons espíritos para perto. Na realização de uma oferenda as velas acesas ativam e potencializam nossas intenções.

É importante saber também que uma simples vela consiste na união dos quatro elementos. O elemento terra, ou energia telúrica, é representado pela parafina que vem do petróleo, das profundezas do planeta; o elemento ar, com a energia eólica, é representado pela fumaça que a vela exala, ainda que tênue; o elemento fogo, ou energia ígnea, é representado pela chama da vela e, finalmente, o elemento água, e a energia mineral, é representado pela combustão dos materiais da vela onde se desprendem moléculas de hidrogênio que se combinam com o oxigênio e formam a molécula de água no estado gasoso.
Além de todas essas vibrações, energias e elementos temos também a questão da pigmentação da vela onde a cor, com base na cromoterapia, mexe com nossas vibrações mental e energética. Por exemplo: a vela branca, que representa a união de todas as cores, é purificadora, traz a sensação de limpeza, claridade e estimula a criatividade; a vela amarela simboliza a alegria de viver e o alto astral; a vela cor de rosa abre o coração e estimula todas as formas de inspiração e amor, traz conforto e aconchego à alma; a vela vermelha simboliza o dinamismo, a força e a coragem e é uma boa pedida para quem está deprimido ou sem ânimo para nada; a vela azul clara traz paz e tranquilidade, estimula o crescimento pessoal e melhora o auto controle; a vela verde representa a esperança e a abundância, estimula momentos de paz e cura, traz tranquilidade e acaba com as tensões.
Fonte: Mãe Mônica Caraccio

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Almas Perfumadas


Ofereço essa mensagem aos meus amigos e aos visitantes desse blog!
Com carinho,
Annapon

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A água e sua importância no ritual de Umbanda



A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NA UMBANDA

Para Kardec, a ação magnética produzida pelo agente encarnado (magnetizador), tanto pode produzir uma modificação nas propriedades da água, quanto no tocante aos fluidos orgânicos (ex: bile, linfa, líquido cefalorraquidiano, saliva, suco gástrico, sangue total, etc). O Espírito Lísias explica para André Luiz , que “… a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Aqui (em Nosso Lar), ela é empregada sobretudo como alimento e remédio”. Para o Espírito Bezerra de Menezes, “A água, em face da sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bioenergia que lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora”.

NA UMBANDA, é um dos elementos naturais mais receptivos com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da Umbanda e principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.

ÁGUA DE MAR
Ótima para descarrego e para energização, batida contra as rochas e as areias da praia, vibra energia, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais, principalmente sob a vibração de Yemanjá. Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença . No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os Corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas. Saudemos Mamãe Yemanjá e todo o Povo do Mar.

ÁGUA DE CACHOEIRA
Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas. Além disso, é nas águas das cachoeiras que conseguimos retirar qualquer impregnação de sangue projetada em nosso corpo etérico. Ideal se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol. Saudemos Mamãe Oxum e todo Povo d’água.

ÁGUA DE RIOS E LAGOAS
Tem também grande propriedade curadora e equilibradora. Se o rio tiver pouco movimento, quase parado, assim como a lagoa ou mangue, essa água tem uma energia decantadora e curadora. Saudemos Nanã Buruquê. Se o rio for bem movimentado com corredeiras, a energia da água é energética, equilibradora e reparadora. Saudemos Mamãe Oxum.

ÁGUA MINERAL
Água da pureza, do equilíbrio, da harmonização e da paz. Envolve nossos chacras desobstruindo-os e equilibrando- os. É uma água muito fácil de se encontrar, por isso aproveitem esse Axé. Saudemos Oxalá.

ÁGUA DE POÇO
É excelente nos casos de doenças, tanto no corpo espiritual como no corpo astral, pois tem uma grande energia transmutadora. Essa água está em contato com a terra, que é o agente mais poderoso de regeneração física absorvendo a energia ruim da área afetada colocando em seu lugar uma energia boa. A cura se processa graças a uma troca de energia devido a interação entre os componentes físico, químico e energético que a terra oferece. Saudemos Obaluayê.

ÁGUA DE CHUVA
É altamente energética e purificadora. É a água que entrou em estado de vaporização e absorve toda a energia do ar, quando novamente entra em outro estado de mudança e retorna ao estado liquido, caindo do céu sobre a terra. Por isso é utilizada justamente nos momentos em que precisamos de mudança. A água da chuva, quando cai é benéfica e pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai as vibrações negativas do local, sendo ótima também para banhos de descarrego e limpeza de ambientes, pois é ela que limpa as ruas e as encruzas carregando todas as vibrações dos trabalhos arriados nesses locais. Saudemos Yansã, Dona do tempo e das tempestades.

grupo Estudando a Umbanda é a fonte do texto acima. Desconheço a autoria.

Annapon

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pedacito - O valor da amizade -


Essa é uma das mais belas mensagens que já li sobre amizade!
Feliz daquele que tem um amigo assim!
Annapon
Obs.: Desconheço o autor.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Gilberto Gil e Milton Nascimento - Sebastião



 Essa canção é uma prece. A prece que sinceramente faço por todos os nossos irmãos que estão sofrendo nesse momento. Não apenas no Estado do Rio de Janeiro, mas onde houver dor e tristeza, que São Sebastião possa amparar, aliviar, prover, fortalecer e iluminar em nome de Deus, nosso Pai.
Annapon

Oxossi



Ontem, dia 20.01.11, foi dia de São Sebastião, Oxossi, para a Comunidade Umbandista.
Presto aqui a minha singela homenagem à Sua Vibração e a todos os espíritos que compõem essa falange de Luz, Força, Conhecimento, Paz,...
Annapon



Oxóssi, ou Oxoce, na Umbanda é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião. É um Orixá caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o médico, cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.
   O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento. O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo. Oxóssi forma com Obá a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege sobre o Conhecimento. Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra. Oxóssi estimula e Obá anula.  Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento. Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica. Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente. Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e se multiplicam. Oxóssi é o raciocínio arguto e Obá é o racional concentrador. Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres na apresentação de novos conhecimentos, de novos horizontes, etc.
   Simbolicamente representamos Oxóssi com sete setas, que são as sete buscas contínuas do ser.Oxóssi expande, irradia e impele os seres.

 
Fonte: “O CÓDIGO DE UMBANDA”, Obra psicografada por Rubens Saraceni, Editora Madras

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Destruição da Natureza




Pergunta: A destruição é uma lei da Natureza?
Resposta dos Espíritos - É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque isso a que chamais destruição não é mais que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos.

P: O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos com fins providenciais?
R - As criaturas de Deus são os instrumentos de que Ele se serve para atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem entre si e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído e esse invólucro não é mais que acessório, não a parte essencial do ser pensante, pois este é o princípio inteligente indestrutível, que se elabora através das diferentes metamorfoses por que passa.

P: Se a destruição é necessária para a regeneração dos seres, por que a Natureza os cerca de meios de preservação e conservação?
R - Para evitar a destruição antes do tempo necessário. Toda destruição antecipada entrava o desenvolvimento do principio inteligente. Foi por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir.

P: Por que, ao lado dos meios de conservação, a Natureza colocou ao mesmo tempo os agentes destruidores?
R - O remédio ao lado do mal; já o dissemos, para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.

P: A necessidade de destruição é a mesma em todos os mundos?
R - É proporcional ao estado mais ou menos material dos mundos e desaparece num estado físico e moral mais apurado. Nos mundos mais avançados que o vosso, as condições de existência são muito diferentes.

P: A necessidade de destruição existirá sempre entre os homens na Terra?
R - A necessidade de destruição diminui entre os homens à medida que o Espírito supera a matéria; é por isso que ao horror da destruição vedes seguir-se o desenvolvimento intelectual e moral.

P: No seu estado atual, o homem tem direito ilimitado de destruição sobre os animais?
R - Esse direito é regulado pela necessidade de prover à sua alimentação e à sua segurança; o abuso jamais foi um direito.

P: Que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança; da caça, por exemplo, quando não tem por objetivo senão o prazer de destruir, sem utilidade?
R - Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais não destroem mais do que necessitam, mas o homem, que tem o livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Prestará contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos maus instintos.

P: Os povos que levam ao excesso o escrúpulo no tocante à destruição dos animais têm mérito especial?
R - É um excesso, num sentimento que em si mesmo é louvável, mas que se torna abusivo e cujo mérito acaba neutralizado por abusos de toda espécie Eles têm mais temor supersticioso do que verdadeira bondade.

Fonte:
Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Livro Terceiro (As Leis Morais)
Cap. VI – Lei de Destruição
Item I – Destruição Necessária e Destruição Abusiva
Para ler o texto completo – CLIQUE AQUI

Leia também – Ecologia e Espiritismo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Desencarnes Coletivos





Mortes coletivas
Por estar relacionado a experiências evolutivas, o desencarne coletivo é previsto por entidades Benfeitoras Espirituais, que  acolhem os desencarnantes imediatamente, muitas vezes  em postos de socorro por eles montados através da vontade/pensamento, na própria região da catástrofe ou desastre. Mesmo assim, como são as figuras centrais da tragédia, os desencarnantes  sofrem o processo de comoção coletiva de espectadores e familiares, enfrentando dificuldades de adaptação, que o levam, não raro, a reviver dolorosos pormenores do funesto acontecimento, causando perturbação mental e desespero. Geralmente, só retornam à normalidade da vida espiritual quando o caso cai no esquecimento público e familiar.

OBSERVAÇÕES GERAIS
É necessário lembrar que cada caso é único e diferente do outro e que a pertubação pós-morte vai depender do grau de materialização ou de desprendimento material do desencarnante. Quanto menos apegado aos valores materiais, mais rápido irá reingressar na Vida Espiritual.
A compreensão dos familiares não evocando-os ou às circunstâncias do desenlace, também irá contribuir para uma recuperação mais rápida.
A prece é sempre de valiosíssimo auxílio para o desencarnante, em qualquer circunstância.
  
Revista Cristã de Espiritismo.


Olá amigos e leitores desse blog.
Com base no acima exposto, e diante da tragédia ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, só nos cabe, a nós que estamos impossibilitados de prestar auxilio e socorro aos nossos irmãos pessoalmente, doando de nosso tempo e trabalho em favor deles, o recurso não menos importante da prece. Vamos pedir juntos a Deus pelos que se foram e pelos que ainda permanecerão por mais algum tempo.
Sabemos que cada um de nós é responsável, de alguma forma, pela resposta violenta da natureza que não foi menos violentada. Não é hora, no entanto, de apontarmos responsáveis. É hora de trabalhar, orar e refletir. Esse é o momento de sermos solidários estendendo nossas mãos aos nossos irmãos da maneira que pudermos e uma das maneiras é a prece. A prece conforta, acalma e atrai a espiritualidade benfeitora que por sua vez prestará o auxilio espiritual necessário a todos os que estão sofrendo, inclusive aos animais que não estão sofrendo menos.
Esse também é um bom momento para pedirmos a Deus que ilumine os governantes de nosso País, bem como as pessoas que se expõem a riscos desnecessários e que desafiam as forças naturais. 
Unidos em oração tenho certeza que ajudaremos a minimizar o sofrimento de nossos irmãos que se foram e que ficaram. Dessa forma iluminamos o nosso coração e a nossa alma voa livre ao encontro daqueles que necessitam de nós.


Annapon

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Definição de Saudade





DEFINIÇÃO DE SAUDADE 

artigo do Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista 

  
Como  médico  cancerologista,  já  calejado  com  longos 29 anos de atuação profissional (...) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. 

Recordo-me  com  emoção  do  Hospital  do  Câncer  de  Pernambuco,  onde  dei  meus primeiros passos como profissional... Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com  o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. 

Até o dia  em  que  um  anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois  longos  anos de tratamentos diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas  de  químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes;    também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano! 

Um  dia,  cheguei  ao  hospital  cedinho  e  encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção. 

— Tio, — disse-me ela — às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores... Quando eu morrer,  acho  que  ela  vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida! 

Indaguei: 
— E o que morte representa para você, minha querida?
— Olha  tio,  quando  a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é? (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
— É isso mesmo.
— Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira! 

Fiquei  "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
— E minha mãe vai ficar com saudades — emendou ela. 

Emocionado,  contendo  uma  lágrima  e um soluço, perguntei: 
—  E o que saudade significa para você, minha querida?
— Saudade é o amor que fica! 

Hoje,  aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica! 
Meu  anjinho  já  se  foi,  há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida,  a  tentar  ser  mais  humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega,  se  o  céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu. 
Imagino  ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve,  pelas  lições  que  me  ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno. 

  
ATITUDE É TUDO!!! 
Seja mais humano e agradável com as pessoas. 
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha. 
- Viva com simplicidade. 
- Ame generosamente. 
- Cuide-se intensamente. 
- Fale com gentileza. 
- E, principalmente, NÃO RECLAME! 

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/definicao-de-saudade/#ixzz1AfgtvqoI



Ou seja, saudade é o amor que fica pelo que se fez, pelas situações vividas, pelas pessoas que passaram pela nossa vida;
pelo animal de estimação que se foi, por tudo enfim que se viveu com amor!
Annapon

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Passeio Socrático ( bom texto para reflexão )



PASSEIO SOCRÁTICO
                        (Frei Betto) 
     "Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos, e em paz nos seus mantos cor de açafrão... 

     Em outro dia, eu observava o movimento do Aeroporto de São Paulo: a sala de espera estava cheia de Executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado o seu café da manhã em casa; mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente.
    Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos vistos por mim, até aqui, realmente produz felicidade?".

    Passados alguns dias, encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?". E ela me respondeu: "Não. Eu só tenho aula à tarde". Comemorei: "Que bom! Isto significa, então, que, de manhã, você pode brincar, ou dormir até mais tarde!...". "Não;", retrucou-me ela, "tenho tanta coisa a fazer, de manhã...". "Que tanta coisa?", perguntei. "Aulas de inglês; de balé; de pintura; piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada... Fiquei pensando: "Que pena! A Daniela não me disse: "Tenho aula de meditação".



   Vê-se que estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas, emocionalmente infantilizados.


   Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!
Não tenho nada contra malhar o corpo... Mas, preocupo-me com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos. Alguns perguntaram "Como estava o defunto?". E outros responderão: "Olha..., uma maravilha, não tinha uma celulite!"...


    Mas, como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação, porém, de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...


    A palavra hoje é "entretenimento". Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil, o apresentador; imbecil, quem vai lá e se apresenta no palco; imbecil, quem perde a tarde diante da telinha...
E como a publicidade não consegue vender felicidade, ela nos passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro..., você chega lá!".
O problema é que, em geral, "não se chega"! Pois, quem cede a tantas propagandas desenvolve, de tal maneira, o seu desejo, que acaba precisando de um analista, ou de remédios. E quem, ao contrário, resiste, aumenta a sua neurose.


    O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: a amizade, a auto-estima, e a ausência de estresse.


      Mas, há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um Shopping Center. É curioso: a maioria dos Shoppings Centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles, não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de "missa de domingo". E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, não há crianças de rua, não se vê sujeira pelas calçadas...


     Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno: aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se vários nichos: capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Mas, aquele que só pode comprar passando cheque pré-datado, ou a crédito, ou, ainda, entrando no "cheque especial", se sente no purgatório.
E pior: aquele que não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...

     Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald...

     Por tudo isto, costumo dizer aos balconistas que me cercam à porta das lojas, que estou, apenas, fazendo um "passeio socrático". E, diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou, apenas, observando quantas coisas existem e das quais não preciso para ser feliz!" "

 

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