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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Donos do Brasil

O amor e suas dimensões





Olá amigos!
Mais um bom texto que compartilho!
É muito interessante a reflexão que nos remete, pois as vezes dizemos amar e na verdade não estamos amando!
Obrigada a todos pela visita! Espero corresponder ao carinho que recebo de voces à altura!
Annapon


O Amor e suas Dimensões

Sérgio Biagi Gregório
SUMÁRIO: 1. Introdução 2. Conceito de Amor: 2.1. Vocábulo Polissêmico; 2.2. Algumas Aproximações. 3. Histórico. 4. O Amor Egoísta: 4. 1. A Revolução da Violência; 4.2. Sexo, Sexualidade e meios de comunicação; 4.3. Uma Questão sem Resposta; 4.4. Festim de Tiros. 5. Amor Racional: 5.1. A Maiêutica Socrática; 5.2. Ghandi e a Política da Não-Violência; 5.3. Martir Luter king. 6. Amor de doação: 6.1. Jesus Cristo é o Modelo do Amor; 6.2. Santo Agostinho; 6.3. O Amor Segundo o Espiritismo. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo é retratar as várias nuances que a palavra amor enfoca, desde as formas mais rudimentares até àquelas mais espiritualizadas em que o Espírito se sacrifica para auxiliar os outros.
2. CONCEITO DE AMOR
2.1. VOCÁBULO POLISSÊMICO
"Rigorosamente, não é possível dar uma definição do amor. Amor é um vocábulo polissêmico, senhor de uma vastíssima escala de genitivos e também senhor de nominativos vários, chegando a incluir no próprio espaço, segundo a mensagem bíblica, a própria transcendência absoluta: "Deus é amor" (I João I, 18). De fato, são tantas as dimensões, tantos os matizes, tantos os elementos da incidência de vários fatores uns sobre os outros que uma real delimitação conceptual se torna, na prática, impossível. Consegue-se quando muito aproximações." (Enciclopédia Polis)
2.2. ALGUMAS APROXIMAÇÕES
"O amor é uma força primitiva do espírito, avaliadora e criadora de valores, intensiva, capaz de atingir os graus mais variados. É sempre a revelação de uma afirmação da vontade dirigida a um valor reconhecido como tal e apetecido. O amor valora o valor e o valoriza, porque, o que é apetecido, é portador de valor para o amante." (Santos, 1965)
Amor é "a totalidade dos sentimentos e desejos que estruturam o pensamento para a liberação de energia e de forças que guiam a ação na produção do bem e possibilitam a aquisição de qualidades, constituintes do crescimento do Espírito". (Curti, 1981, p.81)
Amor – É uma força tendente a aproximar e a unir, numa relação particular, dois ou mais seres.
3. HISTÓRICO
A história da cultura ocidental apresenta duas raízes: a grega e a judeo-cristã ou bíblica.
A concepção grega está assentada no Eros platônico. Eros começa por ser pobre. Mas, sumamente engenhoso e ativo, ele encontra sempre meio de transcender e de se transcender até atingir o mundo das idéias, designadamente o belo, o verdadeiro e o bem. Ascende "gerando beleza". Ascende, deixando atrás de si – e abaixo de si – um mundo de troféus e de despojos, de aspirações satisfeitas e de imperfeições superadas, de aparências e de ilusões que foram dando progressivamente lugar a realidades autênticas e a formas e idéias verdadeiras.
A concepção grega baseia-se: 1) o mundo é eterno e não criado; 2) que o amar implica em conhecer e o conhecer implica o amar.
concepção judeo-cristã não partirá nem do mundo nem do homem. Partirá de Deus, Transcendência absoluta. Ele próprio relação amorosa, em si, por si e para si, e que, sendo livre, também por Amor cria para fora de si uma realidade – o Mundo. O amor humano, fundado no amor divino, será pluridirecional e pluridimensional, será ativo e será histórico, será concreto e terá na imitação do próprio Deus, designadamente através de Cristo - imitatio Christi - o seu grande motor.
Do entrelaçamento das duas concepções – helênica e judeo-cristã – é feita a história do amor no Ocidente até os nossos dias, pelos menos, até aos chamados "tempos modernos", com o predomínio ora de uma ora de outra segundo as condições sócioculturais das épocas respectivas. (Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado)
4. O AMOR EGOÍSTA
4.1. A REVOLUÇÃO DA VIOLÊNCIA
Há um amor de posse, disseminado na sociedade, que se traduz pela violência dos dias atuais. E isto é estimulado pelas nações mais ricas e poderosas, principalmente os Estados Unidos da América.
As guerras promovidas por esta nação tinham por objetivo libertar o povo de seus líderes autoritários, mas sempre pela violência. Recentemente, o mundo todo assistiu, atônito, a um só país contrariar todo o Conselho de Segurança da ONU, órgão máximo de regulamentação dos direitos dos países. O pretexto de que havia bombas de destruição de massa até hoje não foi encontrada.
4.2. SEXO, SEXUALIDADE E MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Os meios de comunicação social - mass media - veiculam o apelo ao sexo em seus vários matizes, desde a propaganda de produtos até a venda do próprio sexo, como é o caso de muitos filmes pornográficos. As novelas televisivas, para ter audiência, evocam a separação e a troca de parceiros. É difícil observar alguém contente com o que tem. Está sempre interessado no bem do outro.
4.3. UMA QUESTÃO SEM RESPOSTA
Por que uma criança de seis anos mata? Podemos nos valer dos subsídios da Sociologia, da Psicologia, da Filosofia e da Religião. Contudo, a pergunta fica sem resposta, ou seja, não temos argumentos que explicitem tal questão de forma concreta. O jornalista italiano Furio Colombo, correspondente do jornal La Repubblica em Nova York, diz que as crianças matam quando nenhum outro rito de iniciação - escola, família e experiência boa - existe no mundo em que vivemos. Nos Estados Unidos da América, as crianças vêem o bandido, o herói de cinema e o Estado matar. O que se passa no seu interior? Se esta ação é exercitada pelo próprio Estado, por que eu não posso fazer o mesmo? (Reale, 1999, p. 112)
4.4. FESTIM DE TIROS
Michael Mooris, em recente filme, analisou a violência nos Estados Unidos. Como repórter, ele vai a busca das explicações acerca da violência em seu país. O documentário tenta comparar o uso de armas nos EUA com outros países, especialmente o Canadá. No Canadá usam-se armas como nos Estados Unidos, mas lá não se matam tantas pessoas. A explicação que recebeu acerca da violência nos Estados Unidos é que este país construiu o seu patrimônio através de muitas lutas e ocupações, a começar pela expulsão dos índios.
5. AMOR RACIONAL
5.1. A MAIÊUTICA SOCRÁTICA
Sócrates talvez tenha sido o primeiro filósofo a nos dar uma imagem desse tipo de amor. Como todos temos lembrança, ele fora condenado a beber cicuta, em virtude de desobedecer aos deuses gregos e por abrir a mente dos jovens. Na prisão, embora injustamente, soube esperar a sua morte, dizendo que preferia morrer a desobedecer a uma só lei do Estado. Naquela época, a cidade ou a política tinha um valor denominado civitas, ou seja, havia sempre a preocupação de buscar o bem comum. Ele simplesmente não queria atrapalhar o bem comum. Valia-se da persuasão e da razão para conseguir alguma coisa.
5.2. GHANDI E A POLÍTICA DA NÃO-VIOLÊNCIA
Ghandi, cognominado de político da não-violência, afrontou o poderio britânico sem usar nenhuma arma. Preferiu humilhar-se e fazer jejum a levantar uma só arma para atacar o poderio britânico. Este nobre exemplo procurava passar aos seus comandados.
5.3. MARTIR LUTER KING
Outro herói do apelo a não-violência. Queria conseguir as coisas com as suas idéias de justiça e de liberdade, em que todos deveriam ser beneficiados com a política do estado e não o estado espoliar as pessoas mais pobres.
6. AMOR DE DOAÇÃO
6.1. JESUS CRISTO É O MODELO DO AMOR
Jesus foi o mais elevado e ilustre Espírito que veio da esfera crística para nos dar o exemplo de como amar corretamente. Para começar, obedeceu ao Pai Criador, ao pai terrestre (José). Deixou-se batizar por João Batista. A sua pregação evangélica dirigia-se contra o poderio romano, mas sem desobedecer à lei deste Estado. Um exemplo clássico é o daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Esta foi a resposta que deu à pessoa que lhe mostrou uma moeda, onde em uma das faces estava a figura de César.
6.2. SANTO AGOSTINHO
Há uma frase de Santo Agostinho que diz "Ama, e faze ao que queres". Se calas, cala por amor; se falas, fala por amor; se corriges, corrige por amor; se perdoas, perdoa por amor. O amor deve estar no centro de todas as nossas ações. O que isso quer dizer? Que quando nos relacionarmos com o nosso próximo, devemos fazê-lo dentro de um clima de respeito e de auxílio mútuo, cooperando com tudo o que nos rodeia. (Reale, 1999, p. 122.)
6.3. O AMOR SEGUNDO O ESPIRITISMO
Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ensina-nos que o amor resume inteiramente a doutrina de Jesus. Diz-nos que "no início o homem não tem senão instintos; mais elevado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas". (Kardec, 1984, p. 146)
7. CONCLUSÃO
Saibamos exercitar o amor, patrimônio inalienável do nosso Espírito imortal. É através do sentimento mais puro que o homem pode galgar horizontes cada vez mais vastos na senda escabrosa de nossa evolução espiritual.
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CURTI, R. Espiritismo e Reforma Íntima. 3. ed., São Paulo, FEESP, 1981.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado. Lisboa/São Paulo, Verbo, 1986.
REALE, G. O Saber dos Antigos: Terapia para os Tempos Atuais. Tradução de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 1999.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed. São Paulo: Matese, 1965.

São Paulo, maio de 2004

sábado, 27 de novembro de 2010

Espiritismo e Tolerância Religiosa


Olá amigos!
Compartilho esse texto por tê-lo considerado muito bom e verdadeiro, espero que apreciem e reflitam!
Grande abraço e obrigada por visitarem o Coisas da Alma!
Annapon




Espiritismo e tolerância religiosa

Periodicamente, a humanidade recebe a presença de grandes espíritos que encarnam com a missão de reestruturar certas crenças e impulsionar a evolução coletiva. São os chamados “avatares”. Tivemos a presença de Sidarta Gautama, conhecido como Buda (o desperto), que colaborou com o avanço espiritual na Índia, dando início ao que conhecemos, hoje, como Budismo, nas suas variadas escolas. Assim também foi com Jesus, que era judeu, mas, procurou resgatar a pureza de coração na vivência diária. Seus discípulos iniciaram um movimento chamado Cristianismo, que, tempos depois, se tornou a religião oficial do Império Romano.
Lao Tzé, Confúcio, Krishna, Maomé, Moisés, Lutero, entre outros, trouxeram, sem sombra de dúvida, um grande avanço na evolução planetária. Sem falarmos dos filósofos, como Sócrates, Aristóteles, etc.
Claro que não pretendemos dizer, com isso, que estes grandes mestres do pensamento humano sejam representantes absolutos da Verdade. Não... e duvido que um grande mestre se coloque nesta posição. Mas, são como bússolas norteando nosso caminho.
Todo movimento religioso sofre diversas influências, ao longo dos séculos; algumas benéficas, que revigoram a própria religiosidade original. Outras, como valores culturais, interesses pessoais, preconceitos, etc., acabam deturpando a proposta dos grandes mestres.
No caso do movimento espírita, costumo dizer, ironicamente, que o que se pratica não é Espiritismo, mas, “kardecismo”, devido à tamanha autoridade que os espíritas dão às obras da codificação, algo que Kardec nunca impôs.
Sobre o movimento pela “pureza doutrinária”, que sempre contou com adeptos de “carteirinha” no Espiritismo, eu gostaria de dizer o seguinte:
Eu respeito imensamente a obra de Kardec, mas, baseando-me na História, reconheço que certos ensinamentos, na codificação, não condizem, necessariamente, com a realidade, mas, são fruto de um visão cultural da época, dos espíritos e até dos médiuns.
Reconheço grandes ensinamentos na codificação, mas, discordo de alguns, com base nos meus estudos de outras doutrinas espiritualistas e, principalmente, na minha experiência prática, na minha vivência.
Aqueles que fazem da codificação kardequiana uma obra representante da Verdade absoluta, inquestionável, estão criando uma ortodoxia dogmática e matando o princípio da dúvida filosófica.
A doutrina é evolucionista e seus fundamentos podem ser encontrados em outras religiões. Kardec chegou, inclusive, a sugerir um catálogo racional para se montar uma biblioteca espírita. Neste catálogo, ele indica, entre outros livros: o Bhagava Gita, o Alcorão, entre outros livros orientais. Kardec sugere, neste mesmo catálogo, que se inclua obras antiespíritas para que tenhamos conhecimento dos argumentos contrários. Isso, sim, é uma atitude filosófica.
Kardec nunca disse para os espíritas estudarem somente aquilo que estivesse de acordo com a codificação. Ao contrário, ele deixou claro que novas obras viriam complementar... bastava que usássemos o raciocínio e separássemos o joio do trigo.
Portanto, a codificação é obra de Kardec, mas o Espiritismo vai além dela. É uma doutrina em construção, um “edifício” inacabado em que todos nós trabalhamos.

Veja mais novidades no site da Revista Cristã de Espiritismo.

A Caridade ( Mensagem da Vovó Cambinda da Guiné)

Curitiba, 08.08.2007


A Lei de amor e de caridade transpõe as fronteiras do dar o supérfluo.
Transpõe o tempo dedicado a uma religião.

Quisera essa Lei, antes fosse aplicada no dia a dia de cada um de nós.

Quando a dor da dificuldade fere a nossa carne e o nosso coração é que somos realmente chamados à aplicação da nossa pregação. É nessa hora que a fé se deve inflamar na certeza que tudo o que virá está de acordo com a Lei Maior que a nenhum de nós exclui.

A não aceitação da dificuldade do outro é a negação do Pai que a todos ama sem distinção.

Todos os seres estão sujeitos à queda, faz parte do burilamento salutar que haverá de nos elevar no aprendizado contínuo das Leis imutáveis do Pai.

Compreender para ser compreendido;
Amar, para ser amado.
Oh! Mestre faça de mim este instrumento de tua Luz para que eu viva hoje e para sempre em teu Sagrado e Divino Amor.

Reluz em mim a tua paz e amanhã certamente serei melhor que hoje meu Senhor e Mestre, Jesus!.

Vovó Cambinda da Guiné.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Curadores (healers) Indianos


Olá amigos!
Posto o texto abaixo por tê-lo considerado muito interessante. Algumas passagens me fizeram lembrar as Entidades de Umbanda e sua maneira de trabalhar, por exemplo:
- gratuidade de trabalhos realizados no terreiro;
- atendimento igual para todos, sem privilégios de nenhuma ordem;
- utilização de ervas em alguns passes;
- quebra de "mau olhado", muito utilizado pelos nossos queridos pretos;
- orientações às familias a fim de colaborarem  com a diluição, ou quebra, de carma grupal;
- uso de sopro, como a maioria dos Caboclos fazem. Energia posta em movimento!
- uso do som como fator que liga o ser à espiritualidade;
- não incentivo de dependencia entre curador e curado;
- técnica de transporte espiritual através de médiuns aptos; 
- contato com a natureza e utilização das forças da mesma de forma responsável e respeitosa;
- hábito de depositar aos pés das árvores algo que necessite ser afastado ou encerrado, no caso desse texto, doenças;
- dedicação, fé, incentivo à simplicidade e à humildade;
- por fim, aceitação plena de sua missão, compromisso assumido e cumprido com muita disciplina e devoção.
Graças a Deus, alguns desses curadores desencarnados são as mãos que, unidas às nossas, curam, aliviam, direcionam e fortalecem os mais necessitados nas mais diversas casas de caridade espalhadas pelo mundo!
Espero que gostem do texto tanto quanto eu gostei! Espero ainda que façam comentários, assim, juntos, muito mais aprenderemos sobre as Coisas da Alma!
Annapon



Extraído do livro Prana Pranayama Prana Vidya, de Swami Niranjanananda Sarasvati. 
Tradução de Junoeli Reis

Há muitas más interpretações no Ocidente sobre cura prânica. Ela vem muitas vezes associada ao Reiki, e tem se tornado a nova onda new age. Certamente, aqueles com uma boa motivação estão ajudando de alguma forma, mas há muitos que se auto-intitulam curadores prânicos, ministrando cursos e tendo em mente como único objetivo ganhos materiais e financeiros.
Este capítulo foi extraído do livro Prana Pranayama Prana Vidya, de Swami Niranjanananda Sarswati, editora Yoga Publications Trust.
Cura Prânica Tradicional
A cura prânica é muito comum na Índia. Em cada vilarejo podemos encontrar pelo menos uma pessoa especialista em suas aplicações. Estes healers (“curandeiros”) são chamados ojha, seu principal dever é ajudar os outros utilizando o seu poder. Eles não aceitam dinheiro nem presentes por seu trabalho, pois se o fizessem, eles iriam deixar de ser healers reais. Healers não se utilizam de mantras, eles usam o prana.
A cura pode ser atingida através de bênçãos, rituais de mantras religiosos, porém, estes diferem da cura mental. É muito difícil aprender a cura prânica e mental. Mantra e prana são muito diferentes. Mantra é uma força em si mesmo, enquanto que o prana depende de nossa capacidade pessoal e habilidade para o despertar e dirigir.
Há vinte anos atrás, healers indianos perderam sua boa reputação na sociedade devido a propaganda desfavorável feita por intelectuais que surgiram na Índia naquele tempo. Eles decidiram que os healers eram charlatões, que eles enganavam a sociedade, e também que eles haviam rompido a tradição da fé, na qual consistia em não receber presentes por nenhum de seus trabalhos. Não foi levado em conta o fato de que muitos deles eram healers genuínos os quais recusavam qualquer tipo de presentes, mesmo comida, roupas ou moeda. Contudo, mais recentemente, diferentes métodos de cura tem sido revistos e pesquisados e estes tem se tornado mais aceitáveis. Então, com a cura prânica, uma vez mais sendo praticada, tem havido um ressurgimento da crença na eficiência do ojha por toda a Índia, apesar de esta tradição de cura nunca ter cessado na Índia rural, apesar da oscilação da crença das classes instruídas.
O método do capim kusha
Tradicionalmente na Índia, quando um bebê tem febre, tanto em uma cidade rica como em uma comunidade pobre, pode se chamar um padre, afim de se descobrir a natureza da doença, se ela é psíquica, somática ou psicossomática. Se é diagnosticada a doença como sendo psíquica ou psicossomática, e não somente somática, o bêbe é levado ao healer pelos próprios pais, nunca por um intermediário. Também o healer espiritual nunca deve ir a alguma outra pessoa, rica ou pobre. Esta é uma condição muito rigorosa. Portanto, a mãe leva o bêbe à casa do healer e o pai os segue. Até mesmo uma pessoa muito rica ou um chefe de estado tem que passar por este procedimento: não há como mandar um carro para buscar o healer.
Há muitas diferentes tradições referentes ao processo cura. Por exemplo, por vezes alguém traz um coco, ou alguém deve trazer uma noz erika envolta na folha de betel, e então amarrá-la com uma linha vermelha. Estes são os costumes observados em diferentes lugares. O bêbe é então colocado próximo ao healer, que tenta métodos afim de achar o centro da doença de acordo com as diferentes tradições. Cada healer tem sua técnica particular.
O healer pode utilizar o capim kusha, um capim especial o qual é muito magnético e sempre usado em cerimônias espirituais e ocultas. É um capim muito áspero e afiado, que corta a pele se não manuseada apropriadamente. Primeiro, a kusha é passada sobre a parte da frente do topo da cabeça aos pés de uma maneira muito especial. Então o processo é repetido do lado esquerdo e direito do bêbe, até que o capim kusha pare, aparentemente por si mesmo, sobre o centro da doença. O que realmente acontece é o uso físico de seu prana, afim de sentir o centro físico da doença na criança. Enquanto ele balança, o capim, ele é capaz de fisicamente 'ver' a doença.
Dissipando o olho maligno
Outro método é usado para curar doenças causadas por energias negativas. Assim como nós podemos enviar prana para curar pessoas, algumas pessoas podem enviar influências negativas com a intenção de machucar outrem. Eles podem transmitir forças negativas ou estranhas através de seus olhos, por exemplo, causando. Afim de dissipar isso, queimar carvão (não o carvão combustível), pimentas vermelhas e sementes de mostarda que são colocadas em uma vasilha de ferro a qual é colocada próxima ao paciente. Se o paciente espirra e tosse, como é natural quando se sente o cheiro de pimenta queimando, o problema não é devido à energia negativa (evil eye). Porém, se a pessoa não tosse e espirra, é um sinal da energia negativa (evil eye).
Doenças kármicas
Quando uma doença não é causada por energias negativas, então o método do capim kusha pode também ser utilizado para pesquisar o centro da doença no corpo. O healer pode também descobrir alguma outra causa, por exemplo, que a doença é devida ao tratamento da doença pelo marido ou família. O healer então revela esta causa psicológica implícita para o marido ou parentes, dizendo que não é uma doença física, mas sim a conseqüência de um karma.
Como parte do processo de cura ele irá dizer para eles, "Eu posso curá-la agora mesmo, porém, ela está fadada a ter uma recaída a não ser que as doenças que a originaram sejam corrigidas, porque a doença não se deve a fatores físicos. "O padrão cármico tem que ser modificado." Ele então irá fazer perguntas ao marido ou parentes, afim de descobrir o que poderia ter causado a doença. A coisa toda deve ter sido causado pelo marido, apesar de que ele seja ignorante ao fato. Então, o healer tenta fazê-lo ciente disto e diz a ele como fazê-la se sentir bem novamente.
O healer faz isso de maneira muito clara em certos casos, para que o ônus recaia naqueles incumbidos da responsabilidade do ambiente.
Ele então não é o responsável pela cura, somente pelo diagnóstico e conselho sobre os ajustes ambientais necessários a serem feitos. Ele deste modo se absolve de qualquer responsabilidade karmica. Freqüentemente, o marido ou parentes confessam e prometem melhorar a situação, mas se as pessoas referidas são ignorantes e negam tudo, então o healer espiritual talvez se negue a realizar a cura.
Vibhuti
Uma vez que o ônus da responsabilidade tenha sido corretamente colocado e aceito, o tratamento do sintoma mental é iniciado. O healer pega cinzas feitas a partir de puro esterco de vaca, as quais foram secas e queimadas. Estas cinzas são então peneiradas através de um tecido, misturadas com leite, transformadas em bolas e secas. Estas bolas são por sua vez queimadas, e as cinzas peneiradas e misturadas uma vez mais com mais leite. O cheiro é revoltante, como o queimar de carne humana. Esse processo pode ser repetido sete, onze ou cinqüenta e uma vezes, de acordo com a tradição do healer. Localmente, essa mistura é chamada babhut, e em sânscrito vibhuti, que quer dizer “glória e força mental”. Por vezes, esta expressão é usada quando referindo-se a um sannyasin ou renunciante.
A preparação do vibhuti é colocada entre as sobrancelhas da pessoa afligida e mantras são por vezes recitados. O healer então remove o preparado assoprando-o e repete o processo três vezes mais, depois disso sal é colocado no espaço entre as sobrancelhas. Isto é também removido com sopro, mas com mais força e pouco som. Somente o polegar é usado para aplicar o preparo na testa.
O que o healer faz a seguir é um segredo apenas conhecido por um healer prânico. Ele deixa a pessoa doente sem dizer uma palavra e segue para fora do local. Por vezes ele irá caminhar para tão longe quanto duas ou três milhas antes de retornar ao local onde está a pessoa doente. Ninguém sabe o segredo de para onde eles vão ou o que eles fazem a menos que as pessoas tenham sido iniciadas. É um segredo muito bem guardado. Imediatamente ao seu retorno, ele pergunta a pessoa como ela se sente. Se a pessoa responde que nenhuma mudança ocorreu, o healer o manda embora, explicando que ele nada mais pode fazer. O healer não cria nenhum pretexto. Ele diz bem francamente que ele não pode ajudar. Se apenas houve uma pequena melhora o healer sugere que um outro healer seja contactado. Se a pessoa é curada, ele deve partir imediatamente e nunca mais voltar ao mesmo healer.
Remoção de venenos
Quando é sabido que a doença manifestada é causada por veneno, outra forma de cura mental é conduzida. Neste caso uma faca é usada. A faca usada neste método de cura é mantida em uma condição de grande santidade. A lâmina é de metal especialmente magnetizado. A técnica é bem assustadora de se observar. A faca é colocada sobre a área envenenada e passada com uma rapidez espantosa de um lado a outro da área afetada, talvez cinqüenta ou sessenta vezes. Todos os passes são completados em cerca de um minuto, e cada passe com a faca é acompanhado por uma respiração precisa. Quando isto é completado o healer cuidadosamente limpa a faca, coloca-a em seu bolso, e parte. Aonde ele vai e o que ele faz é um segredo. Ninguém sabe, e ninguém o segue.
Para uma picada de cobra, escorpião ou ferroada de vespa amarela e outros casos similares o procedimento é diferente. Aqui, o healer pega um lenço e faz três nós nele. Ele move seus dedos de forma extremamente rápida sobre a área afetada, com movimentos de precisão milimétrica, mantendo seus dedos se mantenham tão retesados quanto possível e nunca tocando o corpo do paciente ou a área afetada. Após seis ou sete passes rápidos com os dedos, o healer pergunta ao paciente para onde a dor se deslocou. O lenço que foi colocado sobre a mordida ou ferroada é então movido para o local da dor e o procedimento continua. Depôs de cerca de quinze minutos o paciente é novamente questionado sobre o local da dor. A esta altura os passes feitos com os dedos tem sido passes de cima para baixo.
Neste ponto o lenço é substituído por um pedaço de linha preta. De acordo com a qualidade da mordida ou ferroada, a dor em particular pode ser sentida por mais de vinte e quarto horas ou até trinta e seis horas. Existem alguns healers que são especialistas em remover os efeitos do veneno de cobra de qualquer parte do corpo e eles tem o poder de remover a possibilidade de morte. Por vinte e quarto horas o paciente tem somente que descansar, dormir e permanecer tão quieto e relaxado o possível. O veneno de cobra não é removido.
Cura prânica mediada
Na Índia uma técnica especial de cura tem sido criada chamada de cura mediada. É dito que este processo diz respeito à energia prânica do healer, mas a cura acontece através de um medium. Não há contato direto entre o corpo do paciente e do medium. Nesta forma de cura em particular, o medium alcançam um estado como um transe no qual o corpo sempre balança: os olhos são fechados e a mente está muito quieta. Quando este transe é atingido pelo medium, então o healer assume. A pessoa que está doente ou preocupada sobre alguém que está doente explica os sintomas da doença para o healer. O medium também ouve, apesar de que ele provavelmente não entenda o que está sendo dito por conta do estado de transe. Então o healer falará para o medium. O medium verificará a condição ou explicará o atual estado da doença, se mental, somática ou psicossomática. O correto diagnóstico será sempre dado pelo medium através do healer.
Usualmente, o tratamento é muito simples, consistindo em água do Ganges ou folhas de tulsi. Por vezes a pessoa doente é solicitada deitar e seu corpo é completamente coberto com um leçol. Em um sistema o healer toma a mão da pessoa doente e a mão do médium e as coloca sobre o tecido. Supõe-se que alguma transferência mental acontece. Neste ponto, o operador e o medium se tornam uma pessoa. Por três vezes eles se tocam e se fundem. Depois disso o tecido é removido com uma ostentação dramática. Este tipo de tratamento é usualmente destinado a problemas psicológicos. O healer não admite uma cura completa, e se perguntado se na opinião dele o tratamento teve sucesso, ele usualmente muda de humor repentinamente.
O verdadeiro healer espiritual na Índia não aprecia qualquer dúvida que aquele que sofre venha a algum dia a ter que retornar para tratamento. É considerado não só uma falta de educação por parte do candidato, mas também falta de fé nos poderes do healer. Qualquer sugestão, ou qualquer dúvida expressa, logo induz às mais terríveis tensões e raiva no healer. A pessoa que quer tratamento de um healer espiritual deve estar preparado para ir, receber o tratamento, compreender tudo o que é dito, seguir todas as instruções, e partir sem fazer nenhuma pergunta, ou dar qualquer coisa como forma de pagamento.
Revivendo os mortos
Tem havido muitos casos conhecidos na Índia de pessoas terem sido revividas as quais estavam próximo da morte devido a picada de cobra, por beber veneno ou aquelas que estavam no estado de coma. Esta prática, a qual não é feita se a morte foi causada por pressão alta ou paralisia, é mantida em segredo absoluto e é somente conhecida por poucas pessoas. Ela envolve pura cura prânica.
O healer coloca um pano sobre o corpo do morto e então move suas mãos da cabeça aos pés por baixo do pano. Ele passa suas mãos sobre a testa, bochechas, braços, punhos e outras partes relevantes do corpo, para sentir se há algum prana no corpo, e se há algum uso em tentar revivê-lo. O movimento exato das mãos não é conhecido. Uma vez que o prana é detectado, o trabalho começa por danças e passes circulares, para cima ou para baixo. Nenhum mantra é entoado porque isso é pura cura prânica. Quando a pessoa recobra a consciência, ele ou ela vai a um rio, onde rituais e ritos são realizados para que o veneno seja jogado fora. O healer talvez fique preto devido à transferência do veneno. Este método de ressurreição é tão secreto que o local onde o corpo jaz é completamente fechado, e ninguém pode testemunhar o que ali acontece.
Transferência de doença
Tem havido vários casos em que doenças tem sido transferidas equivocadamente por um pranic healer a outra pessoa. Veneno de cura é por vezes jogado fora ou colocado sob árvores, e doenças são sempre jogadas fora por healers espirituais sob certas árvores. Então há uma regra na Índia que ninguém deve urinar ou dormir sob uma banyan, peepal, tulsi ou mangueira. Há muitas outras proibições em relação a estas árvores. Cabelo, unhas e pedaços de cobre podem ser usados para transmitir doenças e são, assim, enterrados na terra. Logo, se você algum dia achar artigos enterrados — tome cuidado!
Aqui uma história real para ilustrar isso. O filho de uma família muito rica estava escavando ao redor das fundações de sua casa e achou uma imagem de ouro de uma cobra. Achando que esta seria valiosa ele a pegou e a derreteu. Dentro de poucos dias ele caiu doente com febre e começou a perder peso. Ele foi levado ao hospital e examinado para câncer, tumor, doença sanguínea, e aí por diante. Porém, nenhuma causa foi achada. Finalmente, um sacerdote foi chamado e disse que isto não era uma doença física, mas uma punição divina devido a causas desconhecidas. Ele foi levado a um healer pranico que encontrou radiações de ouro no corpo do menino. Ele não sabia nada sobre a estátua de ouro, mas disse que a quantidade de ouro requerida para o tratamento correspondia exatamente a quantidade de ouro que tinha sido derretido. A família disse a ele sobre a cobra de ouro que o menino tinha achado. A cobra tinha sido originalmente enterrada por alguém por causa de uma doença. O pai teve o ouro refeito em uma cobra, e o healer passou a cobra de ouro pelo corpo do menino, enterrou-a novamente e o menino foi curado. Aparentemente a cobra foi anteriormente o receptáculo de uma doença, que foi, de alguma forma, transferida para o menino.
Conclusão
Bons pranic healers compreendem os diferentes tipos de doenças, se elas são auto originadas, lançadas por uma outra pessoa, ou equivocadamente contraídas. Eles então tratam estas condições por vários passes de cima para baixo, de baixo para cima, esquerda, direita, ou circulares, ou soprando o prana. Porém, estas práticas devem ser aprendidas apropriadamente, como qualquer ciência.
Aprender apropriadamente esta ciência é algo difícil e requer muita disciplina. Além de que, pranic healers são muito pobres. Não é uma vocação que muitas pessoas escolhem seguir. Para ser um pranic healer requer seguir um rigoroso e dedicado estilo de vida yóguico. Cedo pela manhã em todas as estações, eles ficam de pé com a água pela cintura realizando nadi shuddhi (purificação das nadis), elevando seus braços para o Sol. Eles seguem várias regras tais como nunca urinar em direção ao leste pela manhã nem na direção do oeste à tarde.
Pranic healers praticam muitos pranayamas diferentes. Como regra, longas exalações são proibidas para eles. Eles inalam muito profundamente mas exalam muito pouco. Eles também falam muito pouco, para assim não desperdiçar prana. Um healer nunca é achado fofocando ou falando sobre política ou religião. Sua dieta é simples, consistindo principalmente de pão e leite, e eles evitam ambos, sal e açúcar. Healers não mendigam por comida. Alguns têm uns poucos acres de terra de onde eles colhem e mantém suas famílias.
As mulheres e crianças usualmente buscam seu próprio sustento. O healer não faz trabalhos físicos durante o dia. Ele é disponível nas manhãs e noites para pessoas que precisam de curas ou tratamentos. No ocidente, médicos e psiquiatras são completamente ocupados em tratamentos e consultas, e isso também se aplica ao healer mental na Índia.
Na Índia, a tradição da cura está atualmente gloriosamente viva, mas em umas poucas gerações ela poderá se acabar. Healers prânicos estão entre as pessoas mais pobres na Índia. Eles não têm posses materiais; eles não podem escrever ou divulgar sua arte. Quem desejaria se tornar o discípulo de um healer prânico que somente pode prometer pobreza? Normalmente, uma pessoa espera ganhos, seja material, social ou intelectual mas o healer não pode oferecer nada disso. Se uma pessoa doente vai ao healer espiritual, não há nenhuma maneira para ele pagar ou recompensar o healer por seu serviço. Esta é a tradição, e não resposta para este dilema devido à estrutura da sociedade moderna, que no momento não apóia estes healers.

sábado, 20 de novembro de 2010

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Médium de Umbanda


Olá amigos! Gostei muito do texto abaixo por isso o compartilho!

Annapon
       

A DEDICAÇÃO DO MÉDIUM DE UMBANDA

A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da carida447052942_b99c01054c_o de pura, o amor fraternal, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações existenciais que permitam a melhoria de vida do ser humano.
Através do ato da caridade e dedicação espiritual é que o médium de Umbanda vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu dom mediúnico, que na verdade foi lhe dado por Zambi para que se aprimorasse aqui na terra.
As incorporações, os passes e descarregos feitos na Umbanda formam o conjunto de afazeres espirituais do dia a dia do médium. Portanto, o médium é patrimônio maior desta maravilhosa religião que é a Umbanda.
Acontece que a mediunidade é uma faculdade e como toda faculdade psíquica precisa ser aprimorada e disciplinada.
Na Umbanda, alguns critérios devem ser sempre observados.
Quando um médium entra em trabalho, ele estabelece uma ligação com a espiritualidade.
Esta ligação gera um constante descarga elétrica no sistema nervoso do médium.
Por este motivo é que se faz importante a disciplina da mediunidade.
O médium precisa aprender a fazer e desfazer esta ligação para evitar o desgaste do sistema nervoso.
Médiuns faltosos, ausentes das sessões de desenvolvimento, doutrinas, sessões de descarrego e passes estão sujeitos a sofrer as consequencias destes transtornos elétricos como debilidade do sistema nervoso e patologias degenerativas.
Disciplina se torna palavra chave, bem como obediencia e respeito. No Centro Umbandista Pedra do Ouro, temos acima de tudo respeito às orientações da nossa mentora espiritual pois em nome da Fé compreendemos e acreditamos na sabedoria dos seus ensinamentos e por isso nos tornamos elos de uma corrente sagrada.
As intensidade do dom mediúnico esta intimamente ligada a força espiritual do medium. Essa força resulta do aprendizado moral e de um conjunto de pontos que alicerçam os degraus da evoluçcao.
Podemos chamar este conjunto de as 7 forças do médium.
São 7 por este representar para a umbanda um numero que fecha ciclos, como 7 são as linhas da umbanda, sete as lágrimas derramadas pela dor da visão sábia dos pretos-velhos.
Conselhos para os Médiuns
1º – Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral:
a) Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;
b) Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;
c) Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também;
d) Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente.Dê paz ao seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome.Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;
e) Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo, entre em sintonia com o astral firmando as ligações com as entidades da sua coroa.
2º – Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc.
Isso é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Assim:
a) Faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos;
b) Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere;
c) Faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações;
d) Não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;
e) Não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;
f) Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.
3º – Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada:

a) Não abuse de carnes vermelhas, fumo, álcool ou quaisquer excitantes;
b) No dia da sessão, não use carne, álcool ou qualquer excitante mais de uma vez; Se possível, evite-os.
c) De véspera e após a sessão, evite manter contato sexual; O ato sexual promove grande escape de energia através do chacra genésico e consequentemente uma grande baixa energética na aura. Vale lembrar tambem que a troca de fluidos corporais também traz em si uma imensa carga energética que pode não ser benéfica.
d) Mensalmente, na fase de lua crescente, use esse poderoso tônico neuropsíquico, sempre à noite: uma colher de sopa de sumo de agrião, batido com duas colheres de sopa de mel de abelha.
e) Todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual.
Saravá as forças da caridade e que nos guias possam ter de nós o apoio necessário para cumprir a dificil mas gratificante missão de fazer bem à todas as pessoas necessitadas de amor, de ajuda e de orientação.
Axé!
Fonte: Grupo Boiadeiro Rei
Referencia bibliográfica
site www.centroafricanoreinodeoxumpandá.com.br

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