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domingo, 31 de outubro de 2010

Finados



Equipe do CVDEE
Pergunta: Estamos nos aproximando do dia 2 de novembro, que é considerado um dia dedicado aos mortos, aos finados. O respeito da legislação vigente chega inclusive a declarar a data como feriado nacional, no intuito de que as pessoas possam prestar suas homenagens ao parentes e conhecidos já desencarnados. Os espíritas são naturalmente questionados a respeito do assunto. Como a Doutrina Espírita encara este tema?

Resposta: Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não. Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma conseqüência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura. Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.
Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reuniam nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.
A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que pereceram. O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.


Pergunta: Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de novembro têm alguma coisa mais solene, mais importante? Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?


Resposta: É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos. Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.
Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento. Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem. Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.
Um amigo incrédulo uma vez nos falou: "Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas". Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora. Apenas não dispomos mais deste corpo de carne, pesado e grosseiro.
Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.

Pergunta: E se estes desencarnados pudessem se tornar visíveis, como eles se mostrariam?

Resposta: Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que pudessem ser reconhecidos. Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja no seu corpo espiritual. Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação. Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.


Pergunta: E quanto aos espíritos esquecidos, cujos túmulos não são visitados? Como se sentem?


Resposta: Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se vêem sozinhos.


Pergunta: A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?


Resposta: Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável. Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.


Pergunta: No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?


Resposta: Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados. E isto ocorre por vários motivos. Primeiro, como já dissemos, pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos. Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares. Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados. Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.


Pergunta: E existem espíritos que permanecem fixado no ambiente do cemitério depois de sua desencarnação?


Resposta: Sim, embora esta não seja um ocorrência comum. Além disso, devemos nos lembrar que nos cemitérios, bem como em qualquer lugar, existem equipes espirituais trabalhando para auxiliar, dentro do possível, os que estão em sofrimento.


Pergunta: Os espíritos ligam alguma importância ao tratamento que é dado ao seu túmulo? As flores, os enfeites, as velas, os mausoléus, influenciam no estado espiritual do desencarnado?


Resposta: Não. Somente os espíritos ainda muito ligados às manifestações materiais poderiam se importar com o estado do seu túmulo, e mesmos estes em pouco tempo percebem a inutilidade, em termos espirituais, de tais arranjos. O carinho com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti. Há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que partiram.


Pergunta: E que tipo de local seria este?


Resposta: O lar! Nossos entes familiares que já desencarnaram podem ser lembrados na própria intimidade e no aconchego de nosso lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas. Eles sempre preferirão receber nossa mensagem de saudade e carinho envolvida nas vibrações do ambiente familiar. Qualquer que seja a situação espiritual em que eles se encontrem, serão alcançados pelo nosso pensamento. Por isso, devemos nos esforçar para, sempre que lembrarmos deles, que nosso pensamento seja de saudade equilibrada, de desejo de paz e bem-estar, de apoio e afeto, e nunca de desespero, de acusação, de culpa, de remorso.


Pergunta: Mas a tristeza é natural, não?


Resposta: Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão. Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade. Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina se faz. Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranqüilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura. Dois motivos portanto para não cultivarmos a tristeza: sentimos saudades – e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos – e sentem saudades...Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações em alegria e paz.

Referências:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – questões 320 a 329
Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti
tual.<ô
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Povo do Oriente - Médicos do Espaço -

 Amigos compartilho com voces dessas informações preciosas!
Grande abraço,
Annapon  PALESTRAPOVODOORIENTE
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Flor de Lótus




 Texto retirado do site Portal da Índia

Certo dia, à margem de um tranqüilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumosas flores de mil cores, e coalhadas de ninhos onde aves canoras chilreavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o fogo, o ar, a água e a terra. - Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza. É verdade - disse o ar. - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade. - Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por toda parte servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo. - Em todo o caso, sou eu quem deveria me queixar - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço. - Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união. Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram fragmentariamente para o seu trabalho. Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem. Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram: - E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? - A idéia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. - Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o rneu calor - disse o fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores. Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de maio - quando a Terra está sob a influência da Constelação de Taurus, símbolo do Poder Criador - para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades. Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o "Dia da Paz".

A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente).

Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.

Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua.
Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.
O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.
Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.
A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mediunidade e Obsessão






Mediunidade e Obsessão



A mediunidade sempre fez parte da minha vida.Aos seis anos era sonâmbula. Levantava-me à noite como se fosse um zumbi.E me lembro claramente da minha tia tentando me acordar. Minha irmã e minha tia Áurea dividiam o quarto comigo.Eu não andava como os sonâmbulos de um filme de terror: olhos fechados e os braços esticados. Andava normalmente com os olhos abertos. Minha tia era idosa e muito católica.Ficava com receio de que eu abrisse a porta do quarto de madrugada , atravessasse a sala e ganhasse a rua.Ela tentava me acordar me chamando com insistencia. Era penoso acordar daquela maneira.Eu me via em pé com a mão na maçaneta da porta. Afora o sonambulismo eu tinha pesadelos terríveis. Meus pais, assustados, corriam para meu quarto. Minha mãe ficava apavorada! Eu sentia mãos apertando o meu pescoço e tentando me enforcar.

Meu pai sempre foi espírita , mas me levou ao médico para descartar qualquer problema físico. O neurologista receitou alguns medicamentos, mas não falou em diagnóstico. Na verdade, ele não sabia o que eu tinha. Eu não tinha nenhum transtorno cerebral e, muito menos, estava ficando maluca. No entanto, os remédios não fizeram efeito e continuei sonâmbula.

Meus pais me levaram numa sessão espírita onde fui atendida por uma grande médium de psicofonia(incorporação).O guia espiritual falava com forte sotaque alemão. Explicou que o meu sonambulismo era pura mediunidade. As mãos que tentavam me enforcar eram meus inimigos espirituais que descobriram que eu estava reencarnada. Eles me perseguiam porque , outrora, em encarnações passadas, eu os havia prejudicado muito. Não me perdoavam e queriam minha morte. Ouvi a médium com certa estranheza. Eu era uma criança ainda, mas muito observadora e perspicaz. Comecei a receber passes. Tomei água fluida e os pesadelos acabaram. O sonambulismo também. E, a partir daí, minha infancia foi quase normal. Vez ou outra eu via espíritos e tinha sonhos estranhos.

Durante a adolescência, novamente sintomas esquisitos. Minha mãe me levou a um médico homeopata na capital paulistana. Eu vi quando ele escreveu numa folha de papel: tendencia à esquizofrenia. Depois, olhou para mim com seus olhos miúdos e perguntou:

- Quando você se olha no espelho sente que seu rosto está se transformando? - eu olhei para ele assustada. Sim, eu me sentia mal, mas jamais havia perdido o senso da realidade. E, foi no centro espírita que fui curada dos males estranhos e diferentes. Não era esquizofrenia.






Quando assisto a novela Alma Gemea fico sensibilizada com a personagem Alexandra ( Nívea Stelmann). Uma moça bonita de olhos negros e expressivos que sofre de obsessão espiritual. É um mal que acomete muitos médiuns. Diagnosticado de forma errônea como : loucura, psicose, esquizofrenia e tantas denominações psiquiátricas.

A obsessão tem origem espiritual e se trata de uma influencia persistente de um espírito sobre uma pessoa. Geralmente, são espíritos sofredores e causam grande sofrimento. Podem atingir a mente, a área emocional e a saúde física. A obsessão compromete o corpo como um todo e pode, se não for tratada,pode causar danos cerebrais e mentais.

Atualmente, estamos precisando muito de médicos como Dr. Julian(Felipe Camargo). Um médico que está à frente do seu tempo e , apesar de não desprezar a ciência, considera os fenomenos psíquicos. A obsessão precisa ser tratada espiritualmente. É como uma ferida inflamada que não pode ser coberta ou tampada com um pano. Continuará doendo e inflamando. Precisa ser medicada para cicatrizar.

Os remédios podem tratar o cérebro e a mente perturbada mas não afastam o espírito obsessor. É preciso aliar tratamento médico ao espiritual para que a pessoa fique totalmente curada.

Alexandra é uma grande médium , mas vive um período de muito sofrimento. Sabe que não é louca. Deseja viver, ser feliz e normal como qualquer mulher. Mas é subjugada pelo espírito obsessor e não consegue se desvencilhar desse domínio. Dr. Julian , além do tratamento, faz um trabalho muito consciente com Alexandra. O espírito obsessor só consegue seu intento se a pessoa está frágil mental ou emocionalmente. Alexandra, apesar de ser uma jovem muito bonita, carece de auto-estima e força espiritual. À medida que o seu tratamento for evoluindo começará a ficar mais forte.. E assim o espírito obsessor se afastará.

Não nascemos para sofrer. Nós atraímos nossas companhias espirituais: boas ou ruins. Não somos vítimas; somos agentes do nosso próprio destino. Somos vítimas sim, da nossa ignorancia. A partir do momento em que Alexandra acende a luz da sabedoria seu espírito fica mais forte.

É muito penoso o sofrimento de um médium obsedado. Pode ser internado como louco. Ser incompreendido pela família. Isolado do seu meio social. Ele quer se livrar do domínio do obsessor mas não consegue. Geralmente, obsessor e obsidiado tem laços fortes de encarnações passadas. São ódios, mágoas e ressentimentos. O ódio pode unir as pessoas por séculos e séculos. Somente a força do perdão liberta as criaturas! O amor liberta!

Algumas doenças psíquicas podem também ser agravadas pela obsessão espiritual. No entanto, a mente precisa ser tratada e restabelecido o equilíbrio mental, o físico.

Quando o problema é de causa espiritual geralmente só os remédios não fazem efeito. A pessoa não melhora ou às vezes piora.

Assim como eu já sofri o drama da obsessão e da perturbação espiritual muitas pessoas sofrem caladas com medo do preconceito. Medo de estarem loucas ou perturbadas.

Atualmente, muitos psiquiatras já veem o homem como um ser espiritual. Respeitam as crenças dos seus clientes. Diferenciam muito bem a mediunidade de uma psicose ou esquizofrenia. Não devemos descartar a ciência, nem a medicina, mas grande maioria das doenças mentais, espirituais começa no espírito.

Somos seres eternos buscando a evolução. O homem ainda precisa aprender a lidar com sua espiritualidade. Aprender que não está sozinho. Forças espirituais o acompanham. A natureza delas depende da sintonia da pessoa. É a lei dos semelhantes.

Se você se sente diferente ou estranho busque ajuda espiritual. Não descarte o médico ou a psicoterapia, mas aprenda, estude os fenomenos psíquicos.

A mediunidade é um dom comum a todos os seres humanos. Uns em maior ou menor grau. Não causa doenças ou loucura. As perturbações podem vir no início, mas geralmente a mediunidade nasce como uma flor do jardim. Ela serve para perfumar o ambiente.Como um alento para o médium e para servir ao próximo.

E, para exercer a mediunidade você precisa de equilíbrio espiritual , mental e físico. Mente sã atrai influencias psíquicas também equilibradas.

Às vezes, a obsessão é apenas uma perturbação transitória e, nem sempre, significa mediunidade acentuada. Afastado o espírito obsessor a pessoa volta a ter uma vida normal. E não sente mais nenhum tipo de influenciação espiritual.

No entanto, alguns casos são apenas a eclosão da mediunidade. Quando ele se reequilibra a mediunidade desperta! Nesse caso, é importante o estudo , a disciplina, a oração e a vigilancia dos atos e pensamentos.

Alexandra está despertando para uma nova vida!

Agora, alguns autores costumam focar temas espirituais ou espíritas nas tramas das novelas. Isso é muito bom! A sabedoria desfaz o preconceito e une as criaturas!




Sandra Cecília Site Relax Mental

Médiuns/Mediunidade - Revista Isto É -



O Amor de Deus é a luz que nos ilumina.

O Poder dos Médiuns - A ciência comprova que o cérebro deles é diferente

A edição da Revista ISTOÉ tráz uma reportagem sobre Médiuns / Mediunidade.

O poder dos médiuns
Como a ciência justifica as manifestações de contato com espíritos e por que algumas pessoas desenvolvem o dom
por Suzane Frutuoso fotos Murillo Constantino


O espiritismo é seguido por 30 milhões de pessoas no mundo. O Brasil é a maior nação espírita do planeta. São 20 milhões de adeptos e simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira – no último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2,3 milhões declararam seguir os preceitos do francês Allan Kardec, o fundador da doutrina. A mediunidade, popularizada pelas psicografias de Chico Xavier, em Uberaba (MG), ganhou visibilidade nos últimos anos na mesma proporção em que cresceu o espiritismo. Mas nada se compara ao poder da mídia atual, que permite debater os ensinamentos da religião por meio de livros, programas de tevê e rádio. Os romances com temática espiritualista de Zíbia Gasparetto, por exemplo, são presença constante nas listas de mais vendidos.


Embora não haja estatísticas de quantos entre os praticantes são médiuns, o que se observa é uma quantidade maior de pessoas que afirmam possuir o dom. O interesse pela religião codificada por Kardec é confirmado pelo recorde de público do filme Bezerra de Menezes – o diário de um espírito, do cineasta Glauber Filho: 250 mil espectadores, desde o lançamento nos cinemas, em 29 de agosto. Um número alto para uma produção nacional. O longa, com o ator Carlos Vereza (também praticante do espiritismo) no papel-título, conta a história do cearense que ficou conhecido como "médico dos pobres", se tornou ícone da doutrina e orienta médiuns em centenas de centros a se dedicar ao bem e à caridade.


PSICOGRAFIA
Instrumento por meio dos livros
A psicóloga Marilusa Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, é conhecida no espiritismo pela sua vasta literatura psicografada. Em 40 anos de dedicação à mediunidade, publicou 61 livros. Seu orientador é o espírito do poeta Tomás Antonio Gonzaga, que participou da Inconfidência Mineira. A dedicação à psicografia levou Marilusa a fundar em 1985 a Editora Espírita Radhu, sigla para renúncia, abnegação, desprendimento e humildade, a base dos ensinamentos na doutrina. Ela reúne outros dons, como ouvir, falar e enxergar espíritos e ser instrumento deles na pintura mediúnica. "Os vários tipos surgiram desde a infância", conta Marilusa, que nasceu numa família espírita. "O controle da mediunidade é indispensável. O médium não é joguete do espírito. Eles interagem, num acordo mútuo de tarefa."



Os espíritas dizem que todas as pessoas têm algum grau de mediunidade. Qualquer um seria capaz de emitir pensamentos em forma de ondas eletromagnéticas que chegariam a outros planos. O que torna algumas pessoas especiais, segundo os praticantes, a ponto de se transformarem em canais de comunicação com os mortos, é uma missão – designada antes mesmo de nascerem, determinada por ações em vidas anteriores e que tem na caridade o objetivo final. "É uma tarefa em favor da evolução de si mesmo e da ajuda ao próximo", diz Julia Nesu, diretora do departamento de doutrina da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Fenômenos relacionados a pessoas que falavam com mortos e envolvendo objetos que se mexiam são relatados desde o século XVII, tanto na Europa quanto nas Américas, mas hoje cientistas tentam compreender o fenômeno. Algumas linhas de pesquisa mostram que o cérebro dos médiuns é diferente dos demais.


São cinco os meios de expressão da mediunidade. A psicografia, que consagrou Chico Xavier, é a mais conhecida. Nela, o médium escreve mensagens e histórias que recebe de espíritos. Estaria sob o controle deles o que as mãos transcrevem. A vidência permite enxergar os mortos que não conseguiram se desvencilhar da Terra ao não aceitarem a morte ou que aparecem para enviar recados a entes queridos. Na psicofonia, o sensitivo é capaz de ouvir e reproduzir o que os espíritos dizem e pedem. A psicopictografia, ou pintura mediúnica, permite ao médium ser instrumento de artistas desencarnados (termo usado pela doutrina para designar mortos). A mediunidade da cura é responsável pelas chamadas cirurgias espirituais. Não é incomum um mesmo indivíduo reunir mais de um tipo de dom.

VIDÊNCIA
Ver e auxiliar aqueles que estão em outro plano
Aos cinco anos, o chefe de faturamento hospitalar Ivanildo Protázio, de São Paulo, 49 anos, pegava no sono com o carinho nos cabelos que uma senhora lhe fazia todas as noites. Descobriu tempos depois que era a avó, morta anos antes. Aos 19 anos, os espíritos já se materializavam para ele. "Nunca tive medo. Sempre me pareceu natural." A mãe, que trabalhava na Federação Espírita, o encaminhou para as aulas em que aprenderia a lidar com o dom. Hoje, Protázio é professor de educação mediúnica. Essa é uma parte da sua missão. A outra é orientar os espíritos que lhe pedem auxílio para entender o que aconteceu com eles.. A oração é o remédio. "Os espíritos superiores me ensinaram a importância da caridade para nossa própria evolução."

A reportagem de ISTOÉ presenciou uma manifestação mediúnica em Indaiatuba, interior de São Paulo. O tom de voz baixo e os gestos delicados de Solange Giro, 46 anos, sugeriam que ela carrega certa timidez ao expor a própria vida numa conversa com um estranho. Cerca de duas horas depois, porém, é difícil acreditar no que os olhos vêem. Diante de uma tela em branco, sobre uma mesa improvisada com dezenas de tubos de tinta, a mulher começa a pintar um quadro na seqüência de outro. O tempo gasto em cada um não passa de nove minutos. As obras são coloridas e harmoniosas. "Nunca fiz aula de artes. Mal conseguia ajudar meus filhos com os desenhos da escola", diz, minutos antes da apresentação. A discreta Solange dá lugar a uma pessoa que fala alto, canta e encara os interlocutores nos olhos, com ar desafiador. A assinatura nas telas não leva seu nome, mas de artistas famosos – e já mortos –, como Monet, Mondrian e Tarsila do Amaral. Seria uma interpretação digna de uma atriz? Talvez. O que difere o momento de uma encenação é subjetivo e dá margem a dezenas de explicações – convincentes ou não. Talvez seja possível encontrar respostas no que a artista diz a cada uma das pessoas da platéia presenteadas com um dos dez quadros produzidos na noite. Enquanto entregava a obra, ela desferia características e situações de vida de cada um absolutamente desconhecidas dela. O mentor que a guia é o médico holandês Ernst, que viveu no século XVII. A sensitiva garante que era ele, não ela, quem estava presente na pintura dos quadros.


Nem sempre é fácil aceitar a mediunidade, que pode causar medo quando começa a se manifestar. "Ainda hoje não gosto quando vejo o possível desencarne de alguém. Nestas horas, preferia não saber", conta a psicóloga Marilusa Moreira Vasconcelos, 65 anos, de São Paulo, que psicografa. O médium de cura Wagner Fiengo, analista fiscal paulistano, 37 anos, chegou a se afastar da doutrina. "Aos 13 anos não entendia por que presenciava aquilo." Para manter a sanidade e o equilíbrio, as pessoas que possuem dons e querem fazer parte da religião espírita precisam se dedicar à educação mediúnica. O curso leva cinco anos. Inclui os ensinamentos que Allan Kardec compilou no Livro dos Espíritos – a obra que deu base ao entendimento da doutrina – e no Livro dos Médiuns – que explica quais são os tipos de mediunidade, como eles se manifestam e os cuidados a serem tomados. Entre eles, o combate a falhas de comportamento, como vaidade, orgulho e egoísmo. O Espiritismo prega que as imperfeições da personalidade atraem espíritos com a mesma vibração. "O pensamento é tudo. Aqueles que pensam positivo atrairão o que é semelhante. O mesmo acontece com o pensamento negativo e os vícios. Quem gosta de beber, por exemplo, chama a companhia de espíritos alcoólatras", afirma o professor de educação mediúnica Ivanildo Protázio, 49 anos, de São Paulo, que tem o dom da vidência.

PSICOFONIA
Falar o que os espíritos querem dizer
A intuição do servidor público Geraldo Campetti, 42 anos, de Brasília, começou na infância. Ele tinha percepções inexplicáveis, das quais mais ninguém se dava conta. Era como se absorvesse sentimentos que não eram seus. Apenas identificava que existia algo além do que seus olhos enxergavam. Até que as sensações começaram a tomar forma. Campetti passou a ouvir súplicas de ajuda. De espíritos, inconformados com a morte. Aos 29 anos, não se assustou. De família espírita, conhecia a mediunidade. "Mas sabia que precisava estudar para manter o equilíbrio", diz. Hoje diretor da Federação Espírita Brasileira, afirma ter controle sobre o dom de ouvir e transmitir recados dos mortos. Eventualmente, um espírito pede uma mensagem à pessoa com quem ele conversa. "Isso é espontâneo, não da minha vontade."

Imaginar que convivemos no cotidiano com pessoas que estão mortas vai além da compreensão sobre a vida – pelo menos para quem não acredita em reencarnação. Mas até na ciência já existem aqueles que conseguem casar racionalidade com dons espirituais. Esses especialistas afirmam que a mediunidade é um fenômeno natural, não sobrenatural. E que o mérito de Allan Kardec foi explicar de maneira didática o que sempre esteve presente – e registrado – desde a criação do mundo em todas as religiões. O que seria, dizem os defensores da doutrina, a anunciação do Anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus, se não um espírito se comunicando com uma sensitiva?


Apesar desse contato constante, os mortos, ou desencarnados, como preferem os espíritas, não aparecem em "carne e osso". A ligação com o mundo dos vivos seria possível graças ao perispírito, explica Geraldo Campetti, diretor da Federação Espírita Brasileira. "Ele é o intermediário entre o corpo e o espírito. A polpa da fruta que fica entre a casca e o caroço." O perispírito seria formado por substâncias químicas ainda desconhecidas pelos pesquisadores terrenos, garantem os adeptos do espiritismo. "É a condensação do que Kardec batizou como fluido cósmico universal", afirma o neurocirurgião Nubor Orlando Facure, diretor do Instituto do Cérebro de Campinas. Nas quatro décadas em que estuda a manifestação da mediunidade no cérebro, Facure mapeou áreas cerebrais que seriam ativadas pelo fluido.

CURA Cirurgias sem dor nem sangue
O primeiro espírito a se materializar para o analista fiscal Wagner Fiengo, 37 anos, de São Paulo, foi de um primo. Ele tinha dez anos, teve medo e se afastou. Mas, na juventude, um tio, seguidor da doutrina, avisou que era hora de ele se preparar para a missão que lhe fora reservada. Por meio da psicografia, seu guia espiritual, o médico Ângelo, informou que teriam um compromisso: curar pessoas. Ele não foi adiante. Uma pancreatite surgiu sem que os médicos diagnosticassem os motivos. Há quatro anos, seu guia explicou que as doenças eram ajustes a erros que Fiengo havia cometido numa vida passada. A missão era a forma de equilibrar a saúde e a alma. Em 2004, iniciou as cirurgias espirituais. Ele diz que não é uma substituição ao tratamento convencional. "É um auxílio na cura de fatores emocionais e físicos."



Comprovar cientificamente a mediunidade também é objetivo do psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira, professor de medicina e espiritualidade da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Médica-Espírita de São Paulo. Com exames de tomografia, ele analisou a glândula pineal (uma parte do cérebro do tamanho de um feijão) de cerca de mil pessoas. "Os testes mostraram que aqueles com facilidade para manifestar a psicografia e a psicofonia apresentam uma quantidade maior do mineral cristal de apatita na pineal", afirma Oliveira. Ele também atende, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, casos de pacientes de doenças como dores crônicas e epilepsia que receberam todos os tipos de tratamento, não tiveram melhora e relatam experiências ligadas à mediunidade. "Somamos aos cuidados convencionais, como o remédio e a psicoterapia, a espiritualidade, que vai desde criar o hábito de orar até a meditação. E os resultados têm sido positivos." Uma pesquisa de especialistas da USP e da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicada em maio no periódico The Journal of Nervous and Mental Disease, comparou médiuns brasileiros com pacientes americanos de transtorno de múltiplas personalidades (caracterizado por alucinações e comportamento duplo). Eles concluíram que os médiuns apresentam prevalências inferiores de distúrbios mentais, do uso de antipsicóticos e melhor interação social.


A maior parte dos cientistas acredita que a mediunidade nada mais é do que a manifestação de circuitos cerebrais. Alguns já seriam explicáveis, como os estados de transe. Pesquisas da Universidade de Montreal, no Canadá, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, comprovaram que, durante a oração de freiras e monges católicos, a área do cérebro relacionada à orientação corporal é quase toda desativada, o que justificaria a sensação de desligamento do corpo. Os testes usaram imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias feitas no momento do transe.


A teoria seria aplicável ao transe mediúnico, quando o médium diz incorporar o espírito e não se lembra do que aconteceu. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, estudaram pessoas que estiveram entre a vida e a morte e relataram se ver fora do próprio corpo durante uma operação ou entrando em contato com pessoas mortas. Os estudiosos concluíram se tratar de um fenômeno fisiológico produzido pela privação de oxigênio no cérebro. Trabalhando sob stress, o órgão seria também inundado de substâncias alucinógenas. As imagens criadas pela mente seriam apenas a retomada de percepções do cotidiano guardadas no inconsciente.

PSICOPICTOGRAFIA
Milhares de quadros pintados
Criada numa família católica, Solange Giro, 46 anos, de Parapuã, interior de São Paulo, teve o primeiro contato com o espiritismo aos 20 anos, ao conhecer o marido. Ele, que perdera uma noiva, buscava o entendimento da morte. Já casada e com dois filhos, passou a sofrer de depressão. Encontrou alívio na desobsessão (trabalho que libertaria a pessoa de um espírito que a domina). A mediunidade dava os primeiros sinais. Logo passou a ouvir e ver espíritos. O dom da psicografia veio em seguida. Era um treino para ser iniciada na pintura mediúnica.. "Pintei cinco mil quadros no primeiro ano. Estão guardados. Não tive autorização para mostrálos", conta Solange, que diz nunca ter estudado artes. Nos últimos 13 anos, ela recebeu aval de seu mentor para vender os quadros. O dinheiro é revertido para a caridade.



O psiquiatra Sérgio Felipe Oliveira rebate a incredulidade. "Se uma pessoa está em cirurgia numa sala e consegue descrever em detalhes o que ocorreu em um ambiente do outro lado da parede, é possível ser apenas uma sensação?" Essa é uma pergunta que nenhuma das frentes de pesquisa se arrisca – ou consegue – a responder com exatidão. Da mesma maneira que todos os presentes à sessão de pintura em Indaiatuba saíram atônicos, sem conseguir explicar como alguém que conheceram numa noite foi capaz de decifrar suas angústias mais inconfessáveis.


A felicidade sem lindes existe, meu filho,
como decorrência do bem que
fazemos, das lágrimas que enxugamos,
das palavras que semeamos no caminho,
para atapetar a senda que um dia percorreremos.
Dr. Bezerra de Menezes



A TOLERÂNCIA É O PRINCIPIO DE UMA BOA CONSTRUÇÃO.


"Que os nossos esforços desafiem as impossibilidades.. Lembrai-vos de que as grandes proezas da história foram conquistas do que parecia ser impossível" (Charles Chaplin)



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Suicídio




Amigos,
O texto abaixo dá uma idéia do que seja o ato suicida e suas consequencias, porém, tenho ressalvas pessoais a fazer:
1 - Não temos o direito de julgar os atos de nossos irmãos por mais agressivos que nos pareçam;
2 - Tenho conhecimento, através de relatos de entidades, que nem sempre o suicida "cai nos vales", antes sim, os vales são criações mentais, portanto, encontramos o que pensamos, mas, uma vida de boas ações não está fadada aos vales escuros apenas por um momento de fraqueza;
3 - A  consciência, essa sim, quando desperta, é que remetera o espírito ao remorso e a dor tão comentada entre os estudiosos das dores da alma;
4 - Creio no poder da prece e na bondade e justiça de Deus, só Ele, e ninguém mais, tem o Poder de avaliar os nosso atos e nos remeter a local adequado às nossas faltas pela lucidez de nossa consciência, atributo com o qual nos dotou para crescermos e sermos responsáveis por nós mesmos e pelos nossos pensamentos, ações e reações.
Deixo aqui os meus mais profundos sentimentos àqueles que estão sentindo a dor da separação prematura de seus entes amados, porém, deixo também um conselho, se é que o posso dar ,mas, mesmo assim, vou tentar:
Conversem com Deus. Peçam que Ele permita que seus Mensageiros Amigos socorram seus entes queridos. Elevem suas preces na certeza que elas chegarão ao seu destino como confiamos nas entregas dos correios materiais.
Ninguém está desemparado. Eu creio em Deus e em Seu amor e com voce, leitor amigo, compartilho dessa minha fé.
Annapon


Suicídio




“A vitória da vida não consiste tanto no ganhar suas batalhas, como em saber sofrer suas derrotas” ( P. C. Vasconcelos Jr. “In” – “Pensamentos”).
O suicídio é o resultado do nosso desequilíbrio espiritual. Quando o cidadão perde o controle das suas forças psíquicas, torna-se alvo das trevas, ( dos maus espíritos), e acaba caindo no tremendo calabouço do suicídio. Há pessoas que chegam às portas do suicídio levadas pela ignorância das leis naturais da causa e do efeito. Algumas pessoas cometem o suicídio, quando tangidas por doenças incuráveis ou quando atingem idade avançada. Não querem ser pesadas para as suas famílias e nem passarem por muitos sofrimentos. Essas pessoas não estão bem conscientes do aspecto espiritual de suas ações. Ignorando a Lei Maior da Vida Eterna, acham que podem estancar os achaques da velhice e que também podem interromper os seus sofrimentos, saindo desta existência, pelas portas trágicas do suicídio. Entretanto, meus amigos, ninguém pode exercer o papel de Deus. Ele nos dá a vida, aqui no planeta Terra e sabe, muito bem, o momento de nos transferir para o Plano Maior. Essas pessoas devem saber que o nosso Espírito ao ingressar no corpo mais denso, por si mesmo, escolheu as experiências cármicas para o seu burilamento íntimo. Nestas circunstâncias, durante nossas lutas, nossas provas e expiações, no planeta que nos acolheu, temos que batalhar até o fim, até à última gota de nossas forças. Temos que lutar até o fim, valendo-nos de todos os recursos para nossa sobrevivência. Só mesmo Deus, nosso Criador, pode fixar o momento da nossa partida. Sabemos que todas as vezes que ocorre o suicídio, o Espírito deverá retornar para reaprender aquela experiência interrompida, ou seja, precisará voltar em outra existência e passar de novo pela mesma provação ou algo similar. A provação pode não ser tão extremada como a que experimentou na existência anterior, porque parte dela já foi vivenciada, entretanto, o Espírito precisará resgatar, até o último ceitil, as provas que se lhe antolham e que foram ocasionadas pelo suicídio. As leis da ação e da reação funcionam como um sistema de pesos e medidas. A situação, assim, fica bem mais complicada, porque o suicídio nada resolve, pelo contrário, é circunstância tremendamente agravante. Meus amigos, a morte física não resolve os problemas que se ligam às nossas responsabilidades. Nossos problemas de ordem sentimental, de ordem social ou de quais quer naturezas, por certo, temos que resolvê-los e saná-los, aqui e agora, à luz da mais santa paciência e do trabalho incansável. Não tentemos fugir dos problemas porque eles nos seguem, como a sombra segue o nosso próprio corpo.

Sim, doe-nos o coração, quando, em trabalhos mediúnicos, temos a oportunidade de constatar a situação de penúria e de angústia dos irmãos que se suicidaram. Abre-se uma exceção para os irmãos que cometeram o suicídio tangidos por doenças mentais ou por desequilíbrios bioquímicos. Aludidas pessoas estariam com sua capacidade de decidir comprometida. Então, quando passam para o outro lado, acordam em uma espécie de abrigo onde recebem o auxílio de que precisam para o restabelecimento. Entretanto, não deixam de responder pela gravidade da falta cometida.

E podemos aduzir mais que a natureza de uma Alma a leva a crescer e a aprender. Por isso mesmo, trazemos, para a nossa existência terrena, determinadas situações que precisamos superar ou para as quais precisamos buscar o equilíbrio. Se nos déssemos conta de que, no plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, mental ou emocional e de que o suicídio não eliminaria essa condição, acreditamos que haveria menos casos de pessoas tirando suas próprias existências. Precisamos nos conscientizar sobre o erro do suicídio e sempre acentuar a responsabilidade que temos de viver plenamente, porque a Vida, em síntese, é uma só, e as existências, neste plano-terra, são os degraus que devemos escalar. Se quebrarmos algum degrau, por certo, teremos que descer de novo e reconstruí-lo. A queda, em qualquer circunstância, é sempre mais dolorosa.

Lembremo-nos sempre e procuremos vivenciar, “ab imo corde”, os valiosos ensinamentos do Eminente Guerreiro-Filósofo Napoleão Bonaparte, (1769 usque 1821):

“Tão valente é aquele que sofre corajosamente as dores da alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor, sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor, é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido”.



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MEDICINA E ESPIRITUALIDADE: Homeopatia, o que é e como funciona? - Dr. Ricardo di Bernardi

Olá amigos queridos!
Essa postagem é para que conheçam a Homeopatia. Faço uso desses medicamentos com acompanhamento médico há muitos anos, inclusive minha menina, hoje com doze anos, faz uso desde bebe. Para nós sempre funcionou, aliás, comigo funciona de forma imediata. Gosto muito da homeopatia e recomendo.

MEDICINA E ESPIRITUALIDADE: Homeopatia, o que é e como funciona? - Dr. Ricardo di Bernardi

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Amizade


A Amizade

Nobre sentimento é a amizade. È laço que une as almas para todo o sempre, jamais se esquece um amigo ainda que este não esteja, no momento, em nosso convívio.
Essa é uma das razões pela qual algumas pessoas, vez ou outra, sentem saudade de alguém, mas não sabem especificar ao certo de quem. Isso ocorre quando o grande amigo ou está desencarnado ou está encarnado muito distante fisicamente, porém, o laço de amizade, afinidade, que não se rompe nem com o desencarne nem com a distancia, nos liga sempre ao pensamento do nosso grande amigo pelo qual sentimos afeto e saudade.
Quando desencarnados, nossos amigos, afetos que conquistamos ao longo de nossa trajetória evolutiva, estando em condições e devidamente autorizados pelo Mais Alto, podem nos ajudar a vencer as mais duras provas da vida nos intuindo no bem, por exemplo, ou nos ajudando a encontrar o melhor e mais saudável caminho a seguir para que nossa alma retorne ao plano espiritual melhor de que quando na Terra chegou.
Muito se diz sobre amizade sincera, ora, amizade é amizade e pelo simples fato de ser já descarta outro sentimento que não seja o de fidelidade e de afeto, portanto, amizade não pode ser falsa ou dissimulada, esse tipo de sentimento é outra coisa, mas não é amizade.
Pessoas com as quais convivemos e mantemos um bom relacionamento não são, no mais das vezes, nossos amigos. São conhecidos, pessoas às quais devemos respeito, consideração, porém amizade é outro sentimento. Por vezes, numa encarnação inteira, não conseguimos encontrar nossos amigos, aqueles que tocam fundo a nossa alma e em quem confiamos e queremos bem como a nós mesmos. Talvez, dirão vocês, no nosso meio familiar estejam os nossos amigos. Às vezes sim, porém, na maioria dos grupos familiares não, pois que é a família a grande oportunidade de reajuste e quitação de débitos entre as pessoas, uma vez que o laço de sangue é poderoso e nos remete a outro sentimento que, embora traga alguma semelhança com amizade, não o é. Outros sentimentos fazem parte do coletivo que se sente em relação aos membros de nossa família. Amor de mãe, por exemplo, não é amizade, embora seja sentimento fortíssimo e, se assim é, não poderia ser de outra forma, uma vez que entre pais e filhos, através desse sentimento forte que os une, é que se encontra a grande chance de perdão e de ressarcimento de dividas entre as almas que podem ter sido, em outra oportunidade, até inimigas.
A amizade entre encarnados existe, porém é rara.
Amigos são almas com muitas afinidades, que se conhecem há muito tempo e que desenvolveram, ao longo desse mesmo tempo que não se pode precisar, esse sentimento que os une e que os inquieta quando estão distantes por razões diversas.
A amizade é o resultado de longos caminhos trilhados lado a lado, do compartilhamento da dor e da alegria em muitas vidas, do companheirismo que se fez necessário, da mão estendida que nada em troca esperou, das longas noites passadas em claro e de muitos dias vividos juntos ao longo do tempo que jamais cessa.

Muita Luz,
Shàa e Anna em 19.10.2010




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