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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Caridade

Bom texto para reflexão.


PERFUME DA CARIDADE


Aprimoremos a maneira de dizer as palavras.
O escritor Rubem Alves publicou no Correio Popular, de Campinas, caderno C, página C-2, de 18 de julho de 2004, uma bela crônica intitulada O que é que você faria? Consideramo-la muito oportuna. Embora longa (quase uma página), destacamos ao leitor o teor principal. Ele traz uma estória no artigo e usa um exemplo médico, desculpando-se pela comparação, para citar como é importante a maneira de dizer as coisas ou, se quisermos, como dizemos e a quem. Pois esta maneira pode destruir vidas e sonhos.
A estória citada pelo escritor comenta o relacionamento de um casal que muito se ama. Ela desenvolveu um câncer no seio e teve que extraí-lo, mas isso não abalou o relacionamento do casal, apesar das dores e aflições. Em cinco anos, o outro seio também foi afetado, mas o bom e amigo médico que antes a atendera já havia morrido.
Procuraram outro médico, mas este, completamente insensível às dores do casal e especialmente da mulher, ao vê-la sem um seio, já exclamou friamente: “Mas a senhora já não tem um seio... Seu caso é muito mais grave do que eu imaginava”.
E o escritor, comentando a própria estória, colocou em seu texto: “Fico a me perguntar: Por que é que ele falou o que falou? Não falou para informar mulher e marido de uma coisa que não soubessem. Eles sabiam que ela não tinha um seio. Também não falou para certificar-se de algo que estava vendo mas não via bem, por ser ruim dos olhos, pois ele enxergava muito bem. E qual a razão do seu frio, imediato e cruel diagnóstico. Para que falou isso? Era necessário? Não, não era necessário. Seu diagnóstico em nada contribuiu para o tratamento daquela mulher. Ou será que ele falou assim por inocência? Não imaginava o veneno que suas palavras carregavam? Não imaginava o efeito de suas palavras sobre aquela mulher despida, sem um seio, humilhada, amedrontada. Se falou por inocência digo que o dito médico só pode ser um idiota que nada conhece sobre os seres humanos”.
E continua: “Crueldade não é algo que somente existe nas câmaras de tortura. Ela se faz também com palavras. Há palavras cruéis que apagam a tênue chama da esperança. (...)” E pergunta em seguida: “(...) qual é o lugar, nos currículos de medicina, onde tanta coisa complicada se ensina, para uma meditação sobre a compaixão? É na compaixão que a ética se inicia e não nos livros de ética médica. Ah! Dirão os responsáveis pelos currículos – compaixão não é coisa científica. Não entra na descrição dos casos clínicos. Não pode ser comunicada em congressos. Portanto, não tem dignidade acadêmica. Certo. Mas acontece que não somos automóveis a serem consertados por mecânicos competentes. Somos seres humanos. Amamos a vida, queremos viver. Sofremos de dores físicas e de dores da alma: o medo, a solidão, a impotência, a morte. O que esse médico fez não tem conserto. Uma vez feito a ferida sangra. Palavras não podem ser recolhidas. O sofrimento foi plantado.(...)”
O leitor habituado aos textos escritos sob a luz da Doutrina Espírita, naturalmente se recordará da caridade nas palavras, ao tomar contato com o relato acima transcrito. Sim, a falta de psicologia no médico imaginário da estória criada pelo escritor e seus próprios comentários no artigo indicam a importância do respeito às dificuldades alheias. É a velha questão da benevolência para com todos e da indulgência para com as imperfeições alheias, conforme a resposta dos espíritos na questão 886 de O Livro dos Espíritos. E mesmo em O Evangelho Segundo o Espiritismo há farto material para relacionar-se com o tema aqui abordado, pois é da própria índole doutrinária o amor e a caridade que lhe dão base e sustentação.
Mas fomos buscar na Revista Espírita (publicação fundada por Kardec em 1858 e ainda editada na França) um embasamento bem interessante. É no exemplar de julho de 1861, no artigo com o título O Hospital Central, em duas comunicações assinadas pelos Espíritos Gérard de Nerval e Alfred de Musset, que Kardec trouxe o assunto das enfermidades terminais. Na primeira das manifestações há um desalento de um jovem de 24 anos, na descrição de Gérard. Mas é na segunda delas que o Alfred, referindo-se às misérias humanas encontradas nos casos de enfermidades cruéis, pondera na explanação de uma mulher que o acompanhava no relato do texto: “(...) dizei àqueles que sofrem e que estão abandonados, que Deus, o Pai, não está mais refugiado no céu inacessível, e que lhes envia, para consolá-los e assistí-los, os Espíritos daqueles que perderam; que seus pais, suas mães, seus filhos, inclinados à sua cabeceira e falando-lhes a língua conhecida, lhes ensinarão que além-túmulo brilha uma jovem aurora que dissipa, como uma nuvem, os males terrestres. (...)”
O que mais no interessa, entretanto, além do consolo claro diante das doenças terminais, é a questão da caridade no trato pessoal uns com os outros, teor central da temática levantada pelo escritor. No exemplar de dezembro de 1868 da mesma Revista Espírita, em pronunciamento de Allan Kardec na Sessão Anual Comemorativa dos Mortos, no discurso de abertura, encontramos toda a transparência da base doutrinária do Espiritismo, em páginas de meridiana beleza textual. No belo texto escolhemos pequeno trecho para embasar os presentes comentários.
Depois de vasta abordagem sobre a Doutrina Espírita, Allan Kardec adentra a questão da caridade e destaca que “(...) Amar seu próximo é (...)”, entre valiosas outras considerações, “(...) é ocultar ou desculpar as faltas de outrem, em lugar de se comprazer em pô-las em relevo pelo espírito de denegrir; é ainda não se fazer valer às custas dos outros; de não procurar esmagar ninguém sob o peso de sua superioridade; de não desprezar ninguém por orgulho. (...)”
No parágrafo que destacamos, o Codificador apresenta a distinção entre caridade beneficente e caridade benevolente. E completa, após valiosíssimas considerações, que o estudioso espírita não pode deixar de ler e refletir, com esta preciosidade: “(...) Eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prática, sem a qual a caridade é uma palavra vã; é a caridade do verdadeiro Espírita como do verdadeiro cristão (...)”
Os destaques acima, em negrito, de nossa autoria, nas expressões caridade prática, espírito de denegrir e de não procurar esmagar ninguém sob o peso de sua responsabilidade, indicam bem o grande desafio da atualidade, inclusive entre espíritas. Essa pretensa superioridade que muitas vezes nos impomos perante outros, seja qual for o momento ou circunstância em que estejamos, de esmagar a esperança alheia, de denegrir o esforço alheio, contrasta severamente com a caridade prática apresentada pelos Espíritos na questão acima referida pelo O Livro dos Espíritos, índole do próprio Espiritismo e que deve nos caracterizar o comportamento.
Somente o perfume da caridade consegue atenuar as aflições alheias, levando alento, consolo e paz a quem por si só já se sente humilhado, esmagado pelas angústias de uma enfermidade ou de outras causas que muitas vezes nem conhecemos.
Devemo-nos, mutuamente, a solidariedade, a atenção, o calor do amor que compreende. Se distantes desses valores, somos como o bronze sonante ou o címbalo retumbante, conforme afirmou o apóstolo Paulo, em sua 1ª Epístola aos Coríntios (capítulo XIII, v. de 1 a 7 e 13) e que Kardec usou no capítulo XV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, para comentar que Paulo “(...) Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima mesmo da fé, porque a caridade está ao alcance de todo o mundo, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre, e porque independe de toda crença particular. E fez mais: definiu a verdadeira caridade; mostrou-a não somente na beneficência, mas na reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e benevolência para com o próximo”.
O caso trazido pelo escritor Rubem Alves, em sua crônica, denota a ausência de caridade do médico para com a paciente. Embora especificamente não seja verídico, ele ocorre muitas vezes. E não só com médicos, mas com todos aqueles que nos esquecemos que qualquer pessoa merece respeito, ainda que seja somente pelo sentimento de caridade, sem considerar todos os demais incontáveis motivos que lembram dignidade, sentimento humanitário e nossa condição comum de seres em aprendizado.
Nota do autor: As transcrições constantes desta matéria são de edições do IDE – Instituto de Difusão Espírita, de Araras-SP, na tradução de Salvador Gentile.
Matéria publicada originariamente na Revista Internacional de Espiritismo, edição de janeiro de 2005.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mensagem do mentor indiano Shaa

Os Dez Mandamentos


Curitiba, 07 de agosto de 2007.


Legado de Moisés à humanidade.

I) Amar a Deus sobre todas as coisas.
II) Não mencionar em vão o nome de Deus.
III) Santificar o dia de sábado.
IV) Honrar pai e mãe.
V) Não matar.
VI) Não cometer adultério.
VII) Não roubar.
VIII) Não levantar falso testemunho.
IX) Não desejar a mulher do próximo.
X) Não cobiçar as coisas dos outros.


Moisés se retirou por muitos dias e noites até receber, através de sua aguçada mediunidade, os mandamentos de Deus que freiariam, de alguma forma, um povo primitivo e insano que vinha perdendo, em conseqüência de seus atos, a oportunidade de progresso e evolução.

O fato se deu antes que Jesus viesse a Terra.

Antes de Cristo, Deus enviou muitos de seus obreiros a fim de preparar a humanidade ao advento de Jesus sem alterar os fundamentos de suas Leis com cada um deles.

Cada um dos mensageiros de Deus, veio no tempo e lugar adequados ao entendimento do povo ao qual viria falar em Seu Nome.

Jesus é o Obreiro de Deus que atingiu o grau mais alto da perfeição em nosso entendimento, isto não quer dizer que não existam outros obreiros no mesmo grau que Ele.

O Universo e Deus são Maiores do que o nosso entendimento consegue alcançar, mas, o objetivo de analisarmos as Leis de Moisés é:

Refletirmos se estas Leis são tão antigas a ponto de serem esquecidas e mal observadas.

São?

Veremos que não.

Com humildade e ciente das verdades, pelos menos algumas, que nos cercam, peço permissão ao Pai para tecer estes comentários:

Amar a Deus sobre todas as coisas.

Quem de vocês se lembra do exato momento em que foram, carnalmente, concebidos?
Quem se lembra das várias etapas sofridas durante a sua gestação no ventre materno?
E, por fim, quem se lembra daquele instante, no qual, veio ao mundo?
Quem?

Amar a Deus sobre todas as coisas é reconhecer N’Ele a criação que é perfeita.
Perfeita na grandiosidade não apenas da reprodução humana, mas, em toda a sua Obra.
Desde o menor dos seres que habita a Terra até o maior deles.

Dependemos uns dos outros para que tenhamos equilíbrio.
É assim na natureza e o mesmo acontece com o ser humano.

Amar a Deus sobre todas coisas é sabermos intimamente que somos parte D’Ele e, assim sendo, diante dessa realidade, sabermos que tudo e todos que nos cercam, são, tão igualmente seus filhos, portanto, mais uma das partes D’Ele.

Não podemos ser felizes sozinhos justamente por isto.

Deus é único, mas, tudo e todos são Ele.

Não mencionar em vão o Nome de Deus.

O Sagrado não é profano, não é medíocre e nem tão pouco se prende a desejos e a vaidades humanas infantis.

Deus quer sim tudo o que seja bom e melhor para cada um de seus filhos mesmo que eles, seus filhos, não o compreendam e aceitem de imediato.

Questionar o Pai a cada pedra no nosso caminho é ausência de fé e sintoma de personalidade frágil e mal orientada.

Antes de mencionarmos Seu Nome, devemos analisar se estamos realmente nos comportando como seus filhos.

Se Ele permite que a dor chegue é porque nos ama de verdade e quem ama aplica a lição necessária ao filho para que ele aprenda e se fortaleça.

Pronunciemos, portanto, Seu Santo Nome, não em vão, mas em agradecimento, em louvor, em reconhecimento ao Seu Amor e ao Seu Poder.

Santificar o dia de sábado

Foi-se, infelizmente, o tempo em que, as famílias reunidas, freqüentavam os templos da religião por eles escolhida.

Nos dias de hoje, a luta pela sobrevivência impede que o individuo pratique e se dedique, ao menos por curto tempo, ao lazer e à religião.

Observado com carinho e devida atenção este mandamento, Deus Pai, através de Moisés, desde aquele tempo, adverte a humanidade quanto à necessidade do momento de integração com o Sagrado.

Não somos somente matéria. Estamos temporariamente nela para que possamos prosseguir em nossa jornada que é eterna.
A vida não começa no berço nem tão pouco termina no túmulo, então...

Dedique ao menos uma hora por semana à religião de sua preferência.
Habitue-se a orar e a agradecer.
Perceba Deus em sua vida cotidiana.
Não permita que a matéria sobreponha seu espírito e estarás dentro das Leis do Pai.

Honrar Pai e Mãe

A bondade de Deus é infinita. Não podemos compreende-lo em sua totalidade, pois, somos filhos pequenos no inicio do aprendizado.

Aqueles que nos trazem de volta à vida na carne, na maioria das vezes, são nossos velhos conhecidos.
São nossos velhos amigos, inimigos, afetos, desafetos, cobradores, devedores, enfim, não importa o ontem porque hoje são nossos pais biológicos a quem devemos respeito e consideração.

Não fosse este mandamento o caos familiar teria se instalado impedindo que as criaturas se perdoassem e se amassem, se reajustassem.

A não observância desta Lei é que têm levado alguns a praticarem atos bárbaros e primitivos contra seus pais.

O sentido da família está enfraquecido. Não apenas por parte dos filhos, mas por parte dos próprios pais que negligenciam a religião.

Este mandamento foi por muito tempo observado e seguido, mantendo assim a Lei do Pai em harmonia com a necessidade de cada um.

Não matar.

A ninguém, a nenhuma criatura e a nada.
A perfeição da criação de Deus de tudo se encarrega.Assim sendo, ao filho não é permitido destruir ou atentar contra a obra do Pai pelo simples fato que atenta, assim agindo, contra si próprio.


Não cometer adultério.

Segundo o dicionário, adultério significa:
Infidelidade conjugal; falsificação; adulteração; contrafação.
Adulterar: falsificar, deturpar, corromper.

Diante da definição acima, podemos perceber que a palavra adultério não significa apenas infidelidade conjugal. A palavra é mais abrangente e profunda.

Na época de Moisés fez-se necessário o rigor quanto à questão familiar, ou seja, quanto à manutenção da família como núcleo e base sólida para os homens de bem.
Por esta razão é que, até hoje, quando a palavra adultério é pronunciada, a primeira coisa que vem na mente das pessoas é a infidelidade.

O que é na verdade ser infiel?
Seria infiel apenas aquele que mantêm um relacionamento extraconjugal, ou infiel é quem não é leal, honesto, verdadeiro?

Não cometer adultério, portanto, significa muito mais que a pura e simples infidelidade conjugal.
Significa que o homem deve honrar seus compromissos sendo digno, honesto e leal não somente dentro do seu casamento, mas em sua vida.Isto não quer dizer que, adotando um comportamento correto, ele deva ser escravo de um relacionamento que já não corresponde às suas expectativas e, diante de tal questão, se esse mesmo homem, ou mulher, prosseguir ainda, numa relação falsa e contida pelo mandamento, pela sociedade ou, seja lá pelo que for, conseqüentemente ele estará cometendo uma forma de adultério.

Esta é uma questão de extrema delicadeza que se fossemos falar apenas a respeito dela usaríamos páginas e mais páginas.
Não cometer adultério, portanto, em suma é:

Sermos honestos, leais, verdadeiros, não deturpando nenhuma questão e a nada nem a ninguém tentar corromper.

Não roubar.

Não tomar para si aquilo que não lhe pertence mesmo que seja um pequeno alfinete, pois, é nos pequenos delitos que se forma um grande infrator.

O ato de roubar traz conseqüências graves a quem o pratica. É violação não apenas da Lei humana, mas da Lei Divina e acaba por cair na violação de outras Leis quem a esse tipo de atitude se submete.

Os valores morais andam meio esquecidos pela humanidade preocupada mais em ter que em ser. Cuidado, ser é muitas vezes melhor do que ter, pois, é o que garante a nossa vida futura que segue além da sepultura.

Não façamos vistas grossas aos nossos filhos que trazem para casa um objeto estranho, nem pensemos que é inofensivo o desaparecimento de pequena quantia em dinheiro de nossas carteiras sem que o mesmo tenha sido previamente solicitado.

Não apenas o ato é condenável, mas, aquele que o alimenta, sendo negligente, pode ser mais culpável futuramente.


Não levantar falso testemunho.

Não se deve acusar ninguém de ter cometido um delito sem que se tenha visto.

Muitas vezes os ouvidos escutam palavras que foram, pelo rolar de línguas vis, distorcidas. Nesse momento nossa alma se envenena e cega. Tomamos por verdade o que não vimos, mas simplesmente ouvimos falar sem atinar ao fato que palavras podem ser distorcidas de acordo com aquele que as ouve sem refletir e de acordo com aquele que as pronuncia em vão sem medir as conseqüências.

Quando o falso testemunho é levantado contra alguém, na realidade o prejudicado é aquele que o levantou e não o injustamente acusado.

A Lei de Deus não tem pressa, por isso o tempo passa e a justiça sempre chega.

O Mandamento é séria advertência no sentido que todo o cuidado é pouco quando nos sintamos tentados a acusar alguém sem termos sido testemunhas oculares de seu delito.
Na verdade este Mandamento nos protege de nós mesmos.

Não desejar a mulher do próximo.

O desejo não é bem querer. Não vem da alma e sim da matéria que neste sentido é instintiva.
Quando o desejo domina o homem ou a mulher, significa que algo de errado está acontecendo.
O desejo excessivo pode ser um distúrbio físico ou espiritual.Tanto um quanto o outro deve ser tratado para que o individuo não venha a sofrer as conseqüências de seu desajuste/desequilíbrio.

No tempo de Moisés, pela necessidade de se fortalecer a ordem moral em meio ao povo, este Mandamento era levado a rigor.

Nos dias de hoje o rigor não mais existe, porém, os distúrbios desta ordem ainda são uma realidade que se agrava quando o desejo que se sente tem por alvo a mulher ou o homem que já é comprometido com outra pessoa pelos laços da afetividade, não necessariamente pelo matrimonio, mas, todo e qualquer envolvimento emocional que duas pessoas tenham.

O ser racional que já desenvolveu em seu espírito o senso moral e que sabe medir bem as conseqüências de seus atos, não se deixa envolver pelo desejo carnal, pois tem consciência do mal que pode vir a causar no caso de dar vazão aos seus instintos.
Ocorre o contrário com o ser emocional que apenas começou a vislumbrar o senso moral e que ainda se deixa dominar pelos desejos instintivos. Esse causa graves problemas às famílias e às pessoas porque quer, a todo o custo, satisfazer seu desejo com a pessoa escolhida não se importando com as conseqüências que virão.
Normalmente depois de satisfeito o seu desejo, ele/a abandona a pessoa pouco tempo depois e procura por outro alguém que desperte seus instintos. E, dessa forma, vai acumulando desafetos, distúrbios, doenças e toda a sorte de sentimentos menos louváveis.

Uma das conseqüências mais graves desse descontrole instintivo é o crime passional.

Essa é outra questão sobre a qual poderíamos escrever páginas e páginas.

Não cobiçar as coisas dos outros.

A condição de ser abastado financeiramente, de ser de classe média, de ser pobre ou miserável (em termos financeiros), é prova à qual está exposto o espírito.
Não existe injustiça nesta questão porque tudo está dentro da Lei de Deus.

A desigualdade social não é apenas uma questão governamental ou de má distribuição de renda, é necessidade de cada um.

Aquele que acumula riqueza material desprezando seus irmãos, provavelmente será o pobre ou o miserável de amanhã e por ai vai.

A Lei da Reencarnação é justa e absoluta, portanto, cobiçar o que o outro tem é doença, perda de tempo e ociosidade.

Aquele que acumula riqueza com o suor de seu trabalho, dando trabalho a outros e sempre ajudando os mais necessitados é por Deus abençoado e coroado com mais riqueza.
O que acumula riqueza espezinhando o seu semelhante, que age de forma ilícita sempre pensando nas vantagens monetárias, que corrompe, mal trata e é mesquinho, acaba doente, abandonado, jogado no leito tendo por companhia o vil metal que é frio, mudo e cruel.

O que cobiça o que a outro pertence, perde a oportunidade de ser tão ou mais abastado que ele porque está tão preocupado com o outro que esquece de si.

Mais um Mandamento de profunda advertência.

Cada um tem o que necessita para evoluir.Cada um tem o que é melhor para si.


Voltemos ao inicio desta mensagem:

As Leis por Moisés recebidas são ou não válidas até os dias de hoje?
Desde aquele tempo, até nossos dias, o ser humano mudou a ponto de não mais necessitar dessas Leis?
As Leis devem ou não ser observadas, analisadas e respeitadas?
O que mudou no ser humano de lá para cá?
As Leis caducaram? Perderam o valor? Já não mais devem ser aplicadas?

Jesus veio a Terra e não somente reforçou como mostrou de forma prática como cada uma dessas Leis deve ser observada e aplicada por quem realmente deseja ser feliz.

Nos dias atuais, nos quais a tecnologia e o intelecto avançados imperam, são as Leis respeitadas?
O ser humano já não precisa observar as Leis?

Não há vôo sem duas asas. Não há plenitude quando ainda existe divisão.

A humanidade ama a Deus como Soberano Senhor e Criador de tudo e de todos e, a Ele rende graças todos os dias?

A humanidade se acautela em não tomar, em vão, o Seu Nome?

A humanidade dedica um dia ou, algumas horas para com Ele entrar em contato mais íntimo? Estende a sua família este hábito?

A humanidade honra (respeita) os seus genitores e deles cuida com o mesmo zelo e amor que recebeu quando, por seu intermédio, voltaram a carne?

A humanidade não mata nem destrói?
A humanidade não mais comete adultério em nenhuma de suas formas?
A humanidade não rouba?

A humanidade não mais levanta falso testemunho contra o seu próximo? Não?

A humanidade não mais deseja a mulher ou o homem que está envolvido emocionalmente com o seu próximo?

A humanidade não mais cobiça o que ao outro pertence?

Desejável seria o mundo se pudéssemos responder negativamente a cada uma das perguntas acima.

Desde os primórdios dos tempos, até os dias atuais, quais foram os avanços morais da humanidade?

Mascarados pela modernidade estão vários deslizes de conduta e, em nome do pretenso avanço, inúmeras famílias são castigadas pela negligencia.

A não observância de Leis tão antigas resulta no caos atual em que a humanidade terrestre vive.
Leis que deveriam ser básicas na cartilha do aprendiz se tornam lições de difícil assimilação.
Quanto avançou a humanidade?
Desenvolveu extremamente uma asa em detrimento da outra e hoje não consegue voar porque a asa do amor, da fraternidade, do respeito, da integridade, da verdade, da propagação da paz, da justiça social e de tantas outras virtudes que a segunda asa necessita para voar não se desenvolveu.
Por isso se arrasta a humanidade que teme e despreza o seu próximo, que não perde uma oportunidade para diminui-lo, que quer sempre ganhar e levar vantagem, que passa horas pensando em como superar o outro, não importando os meios que usará para chegar ao seu fim.

A mente está à disposição dos bens terrenos e, por negligenciar os bens espirituais verdadeiros a humanidade sofre.
Palavras simples, orientações seguras. Por qual razão reluta assim a humanidade em absorver a Vontade e a Lei de Deus?
Talvez por, em sua ignorância, pensar que de apenas hoje e agora se compõe a sua vida.

A todo aquele que observa e pelo menos tenta se integrar na Lei de progresso e evolução deixo minha mensagem e consideração final:

Deus é;
Menciona em vão o Seu Nome quem pensa não o conhecer;
Descansa, descontrai e a Ele dedica um dia ou uma hora de seu tempo aquele que está no caminho do reencontro com o Sagrado em si;
Honra a seus pais aquele que agradece e reconhece a nova oportunidade que Deus lhe deu;
Não mata quem ama a todas as criaturas, pois, nelas reconhece parte da grandiosidade da criação de Deus;
Não comete adultério aquele que tem sua consciência tranqüila, integrada nas Leis Divinas;
Não rouba quem agradece o que tem e quem trabalha honestamente crente que Deus, em sua bondade infinita, tudo proverá;
Não levanta falso testemunho quem vive e pensa bem, malgrado suas dificuldades;
Não deseja a mulher do próximo aquele que aprendeu a domar seus instintos, valorizando assim mais o bem do espírito do que aquele da matéria que é frágil e efêmero;
Não cobiça os bens dos outros aquele que trabalha e crê em dias melhores, que se alegra com o que tem, que vive em harmonia consigo.
Deus é e sempre será.
Nós somos e sempre seremos.
Abreviemos nossa ascensão auxiliando na Obra de Deus.
Sejamos fiéis escudeiros de suas Leis dentro de nossas possibilidades atuais e, amanhã seremos melhores que hoje até alcançarmos a graça de não mais nos ferirmos com as farpas do mundo.
Sinceramente,
Shàa

quarta-feira, 14 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sabedoria de preto velho

Reconciliação

Curitiba, 17 de dezembro de 2007

“Não se preocupe, minha filha. Quando você superar essa dificuldade, virá outra maior”.

Pai João, em determinado momento, assustou-nos com esse comentário. Prosseguia:
“E não é, minha filha”? A dificuldade de hoje é só treinamento para os reais desafios de amanhã. O soldado mais capacitado, que venceu maior número de batalhas, está pronto para ser promovido e, como oficial, enfrentar problemas mais complexos. É para isso que a vida nos prepara...
Tome por base Jesus, que administra um planeta!
É por isso que a Bíblia diz que a quem possui, mais será dado, e aquele que tem pouco, ainda o pouco que lhe pertence será tirado. É nesse sentido que as palavras do Mestre devem ser entendidas.
“É preciso que desenvolvamos a capacidade de nos organizar melhor, administrar nosso tempo e nossas energias, pois Jesus precisa de servidores mais experimentados para sua vinha”.
Pai João tinha razão, por mais aflitiva que possa parecer a concordância com sua afirmação. É nas situações de incômodo e crise que produzimos o maior número de mudanças. “ A semente só brota em virtude das enormes pressões que sofre no interior da Terra”, lembra o pai velho.
Submetidos aos diversos constrangimentos das vivencias em sociedade, enquanto habitantes do mundo físico, somos compelidos a transformar o panorama íntimo.De tanto medir forças com a vida, numa tola e infinita disputa de poder, da qual fatalmente sairemos derrotados, rendemo-nos às forças superiores da existência. No momento em que cessa a rebeldia e intentamos vivenciá-la como uma inconformação construtiva e otimista, extraímos o melhor da crise – a superação dos desafios e, consequentemente, de nossos próprios limites, medos e preconceitos. Passamos então a fazer parte do grande concerto cósmico de cooperação com o Criador.
Em seus conselhos e observações, Pai João enfatiza muito a importância dessa reconciliação com a força soberana da vida, tão necessária para a conquista de nossa felicidade.
A casca, que chora, e o miolo, que geme, expressam o drama evolutivo. È preciso nos libertar das algemas que nos fazem infelizes. Seja qual for nosso passado, é tempo de libertação. Conservando-nos prisioneiros de um passado culposo ou de uma situação aflitiva, não conseguiremos nos sentir realizados.
Pai João de Aruanda
Meus filhos têm mania de se punir mais do que se estivessem no cativeiro e fossem obrigados a sentir o chicote do feitor. A diferença está apenas na forma. Punem-se ao não se permitir viver com alegria, harmonia e paz. Utilizam o chicote da culpa, e ai se estabelece a dificuldade.

Muita gente pode ser e ter muito mais do que aquilo que usufrui. Inventaram uma desculpa de humildade, que ninguém ainda possui, mas que muitos dizem ter. E, com a interpretação transtornada de alguns conceitos trazidos por Nosso Senhor Jesus Cristo, tem muita gente religiosa por ai, que se acha prisioneira de uma vida acanhada e miserável. A humildade não está na roupa que se
veste ou na voz mansa, ensaiada por muitos filhos ai pela Terra. Com o pretexto de serem humildes e religiosos, muitos desvalorizam a própria mensagem que abraçaram, com reservas desnecessárias.

Na verdade, minha filha, toda vez que você pode ser ou ter alguma coisa que seja boa e honesta e não se permite vivenciar tal experiência, que lhe fará crescer e lhe dará maior qualidade naquilo que você é ou faz, é que você está se punindo. A autopunição não é nada mais do que o impedimento para crescer, brilhar e ser mais feliz.

Quando você não se permite melhorar, tendo condições de fazê-lo, então está se punindo. E autopunição minha filha, é o resultado de sentimento de culpa, que se encontra ai, latente, em seu interior.
As pessoas religiosas, em geral, têm algo mal-resolvido com o dinheiro. Mas o dinheiro em si não é a causa de seus males nem dos males do mundo. É que o ser errou tanto no passado, ou tenta se passar na atualidade por humilde e desprendido, que, de uma forma ou de outra, não valoriza as oportunidades que Deus concede para maiores realizações.

Pare com isto já e invista em você. Invista no trabalho que você representa filha, na sua satisfação interior e não perca de vista jamais o fato de que você é herdeira de Deus, da vida e do Universo.

Dê maior qualidade e beleza àquilo que você faz; permita que o universo ajude você a vencer e descubra-se um vencedor. Pare de se menosprezar: se vista bem, viva bem, apresente-se melhor ainda e verá que, à medida que você investir em si mesma, a vida dará respostas cada vez mais claras às suas necessidades e impulsionará seu espírito rumo às alturas da realização intima. Seja feliz e não se puna com uma vida acanhada.

Estamos no século XXI, e não há mais lugar no mundo para gente tímida diante da vida. A vitória, sob todos os aspectos, é daqueles que ousam que enfrentam desafios e que se permitem ser felizes.

Tenha a coragem de investir em você mesma!!!!

Texto extraído do livro:
Sabedoria de Preto Velho
Autor: Pinheiro, Robson
Editora: Casa dos Espiritos

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